quinta-feira, 3 de março de 2016

Sinais de alerta no pós-parto

mulher deitada na cama com dor

Seu corpo depois do parto

É normal ter algum tipo de sangramento vaginaldepois do parto, tanto no vaginal quanto na cesariana. Você também pode se sentir cansada e com algumas dores, como na região da vagina ou no corte da cesárea

Em casos bastante raros, porém, pode acontecer uma emergência médica nos dias depois do parto, e é importante que você conheça os sintomas realmente preocupantes. 

Antes de ter alta da maternidade, pergunte ao médico se há alguma coisa a que você deve prestar atenção especial. 

Apresentamos abaixo uma lista de sintomas mais sérios e o que fazer se eles aparecerem. 

Sintomas que exigem atendimento imediato

Peça ajuda para ir ao hospital ou procure logo um médico se sentir alguma dessas coisas: 

  • Grande perda de sangue pela vagina, de repente (às vezes acompanhada de sinais de choque, como coração acelerado, tontura, suor frio e sensação de desmaio)

Um sangramento repentino, que enche mais de um absorvente noturno por hora, pode ser uma hemorragia pós-parto, e você precisará de atendimento imediato. As hemorragias pós-parto ocorrem em cerca de 5 por cento dos nascimentos, mas o mais comum é ocorrerem ainda no hospital. Hemorragias dias depois do parto são bem mais raras. 

Leia mais sobre o sangramento normal do pós-parto para tirar suas dúvidas. 

  • Dor de cabeça muito forte e constante

Pode ser um efeito colateral da anestesia, e você precisa falar com um médico para poder melhorar. A dor de cabeça também pode ser sintoma de pré-eclâmpsia, problema ligado à pressão arterial e que pode acontecer até mesmo depois do parto. No caso de pré-eclâmpsia, pode haver perturbações visuais e/ou enjôo também. Sem atendimento, a pré-eclâmpsia pode evoluir para a eclâmpsia e representa risco de vida à mulher. 

  • Pressão alta

Sua pressão arterial vai ser monitorada no hospital. O número mais baixo da medida (a pressão diastólica), como em 9 por 15, não pode passar de 9 (ou 90, dependendo da medida). Acima disso, é preciso falar com o médico, para verificar a possibilidade de pré-eclâmpsia. Pode haver perturbações visuais e/ou enjôo também. Sem atendimento, a eclâmpsia representa risco de vida à mulher. 

  • Falta de ar

É normal ter falta de ar depois de fazer algum grande esforço, como subir uma ladeira. Se você ficar com muita falta de ar e a sensação não for embora mesmo depois de você ter descansado, pode ser sinal de embolia pulmonar (um problema raro, quando um coágulo fica preso em um dos vasos sanguíneos do pulmão). Procure atendimento. 

  • Dor no peito

A dor no peito pode ser sintoma de embolia pulmonar (quando um coágulo sanguíneo fica preso no pulmão), por isso nunca deve ser ignorada -- embora na maioria dos casos seja apenas resultado da tensão muscular do parto. Se você sentir também falta de ar ou tossir sangue, precisa consultar imediatamente um médico. 

  • Dor na batata da perna

Dor na panturrilha ou batata da perna podem indicar uma trombose venosa profunda -- quando um coágulo se aloja numa das veias do músculo. É um problema bastante raro, mas grave, por isso é preciso buscar ajuda médica imediatamente. Em casos de trombose, também pode haver vermelhidão, inchaço ou "quentura" na área. 

  • Pensamentos muito negativos

Se você se pegar pensando em coisas ruins, ou em fazer mal a você mesma, fale com seu obstetra imediatamente, ou procure a ajuda de alguém da família. Tente se manter sempre acompanhada. 

  • Comportamento estranho, insônia, agitação extrema

O período do pós-parto mexe muito com as mulheres, existem casos em que ocorre um problema bem raro, chamado psicose puerperal -- que precisa ser tratado o mais rápido possível. É importante buscar ajuda médica sem demora. 

  • Febre acima de 38 graus

Febre alta e calafrios podem ser sinal de infecção ou mastite. Como em toda infecção, é essencial buscar socorro logo -- no período do pós-parto, há uma tendência em ela se agravar mais rápido. Os locais mais comuns de ser atingidos por uma infecção são os pontos e o útero. 

Se o termômetro tiver indicado febre, procure confirmar a medição colocando o termômetro na boca. A região da axila pode ficar mais quente que o normal por causa da produção de leite nas mamas. 

  • Dificuldade de urinar

No hospital os enfermeiros devem acompanhar a sua eliminação de urina, porque a incapacidade de fazer xixi após seis horas do parto pode representar uma retenção urinária, situação que precisa de atendimento médico. 

Sintomas urgentes, que exigem que você fale com um médico

Procure o médico assim que possível se tiver algum dos seguintes sintomas: 

  • Secreção vaginal com cheiro muito ruim

Esse tipo de secreção pode indicar uma infecção no útero ou na vagina. 

  • Sensibilidade extrema na barriga

A dor excessiva ou a sensibilidade, principalmente se tiverem piorado, podem ser sinal de uma infecção. A dor pode estar na barriga toda ou perto dos pontos, se você fez cesariana. Também pode estar dentro do útero, já que o local onde a placenta estava presa se transforma numa ferida, que precisa cicatrizar. Caso a infecção não seja tratada, você pode ter uma hemorragia (veja nos itens acima). 

  • Hemorróidas muito doloridas ou saltadas

Embora sejam comuns, as hemorróidas, em alguns casos, podem inchar demais depois do parto e saltar para fora, no chamado prolapso. Também pode haver sangramento. É preciso falar com o médico logo para aliviar seu desconforto. 

  • Melancolia e tristeza que não vão embora depois de dez dias

Se seu bebê já vai completar 2 semanas e você ainda está se sentindo triste, chorosa, nervosa, talvez esteja com um princípio de depressão pós-parto. É importante conversar com seu obstetra ou com algum outro médico de sua confiança -- até o pediatra do seu filho vale. 

  • Dor forte na região da vagina ou urina com cheiro ruim

Podem ser sinais de infecção nos pontos do parto vaginal ou de uma infecção urinária. É importante que o obstetra verifique se a região está cicatrizando bem. A dor também pode indicar algum hematoma nos tecidos internos da vagina. 

  • Incapacidade de segurar as fezes

É normal ter de correr para o banheiro depois do parto, mas se você não consegue segurar o cocô até chegar lá pode estar com incontinência fecal. É essencial consultar o médico o quanto antes. 

Como ajudar seu filho a crescer confiante


Por que uma criança precisa ser confiante?

Fica mais fácil para uma criança ter capacidade de realizar qualquer tarefa quando ela se sente confiante. E ter confiança é resultado direto da percepção de que as pessoas ao redor têm confiança nela. Os filhos precisam notar que os adultos mais próximos aprovam seus comportamentos e vibram com suas conquistas. 

Quanto mais você elogiar (em momentos de tentativas verdadeiras, não sem motivo), mais competente seu filho vai se sentir. O oposto também é verdadeiro: crianças cujos pais nada esperam delas tendem a não ter estímulo para se superar. 

É possível meu filho parecer confiante sem ser de verdade?

Adultos e crianças mais velhas podem até conseguir fingir confiança quando não têm, mas crianças pequenas não possuem tal capacidade. O que você enxerga é o que elas são de fato. 

O que ocorre é que crianças têm capacidade de se adaptar a fracassos e críticas com relativa facilidade, a menos que eles ocorram o tempo todo ou que seus momentos de sucesso sempre passem despercebidos. 

Como ajudar uma criança a acreditar em suas próprias habilidades?

O primeiro passo é você acreditar. Ao demonstrar que acredita no seu filho, você mais do que influencia na maneira como ele se porta. Existem até pesquisas que apontam que escolas que têm expectativas altas em relação a seus estudantes conseguem um melhor desempenho dos alunos. 

Se com as escolas é assim, imagine só então o impacto que pai e mãe exercem nas crianças. 

Na medida do possível, procure olhar as ações do seu filho pelo lado positivo. "Difícil puxar a calça toda para cima, né? Mas olha só como você conseguiu passar a camiseta pelo pescoço e pelos braços!". O mais importante de tudo é elogiar o esforço, independentemente do resultado final -- e desde que tenha havido esforço. 

Espere bom comportamento e dê você o exemplo de boas maneiras, com frases do tipo "Obrigada por ajudar a mamãe a separar as roupas".

É comum ter que falar muitos nãos e dar muitas broncas em crianças pequenas, que estão na fase de testar os pais o tempo todo, mexendo no que não devem ou simplesmente desobedecendo. Mas procure equilibrar as queixas com comentários estimulantes e amorosos. 

Existem táticas para criar um filho com boa auto-estima?

O que fazer:
  • Tente ignorar birras e desaforos. Não grite e não faça birra de volta. Saia de perto ou mantenha a expressão o mais neutra possível, pegando seu filho no colo e colocando-o em outro cômodo. Quando ele voltar para perto de você, diga que está contente que ele decidiu se comportar melhor.
  • Critique comportamentos do seu filho, não ele em si (por exemplo, em vez de chamá-lo de "feio" ou de "menino malcriado", diga "que coisa feia você fez").
  • Esteja alerta ao bom comportamento. Um sorriso ou um comentário do tipo "estou orgulhosa de você deixar o amigo brincar com sua pazinha também" não vão passar despercebidos por seu filho.

O que não fazer:
  • Ofender ou usar palavras que façam seu filho se sentir humilhado.
  • Permitir que outras pessoas tratem mal, humilhem ou ofendam seu filho.
  • Esquecer-se de falar com frequência o quanto o ama ou achar que esse tipo de demonstração de carinho não é necessária.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Nomes da moda no Brasil

Nomes da moda no Brasil

Alice é o nome preferido para meninas

Alice, um nome curto e feminino, é o preferido de pais e mães para as suas bebês, deixando para trás pela primeira vez, desde 2012, o antes intocávelSophia

Esta é uma das maiores surpresas de 2015 do ranking de nomes de bebê elaborado peloBabyCenter Brasil. O ranking usou como base mais de 90 mil nomes de bebê nascidos ao longo de 2015.

No topo da lista dos nomes mais dados para bebês meninas estão: AliceSophiaJúliaLaura eIsabella, nessa ordem. 


Na hora de formar nomes duplos, grande sucesso entre as meninas, pais e mães são bem conservadores, usando sempre Maria ou Ana como primeiro nome, ao contrário do que acontece comos nomes compostos masculinos, onde há mais ousadia. 

Os mais escolhidos são: Maria EduardaMaria Clara e Maria Luiza.

Para meninos, Miguel lidera, e Arthur se aproxima

Miguel é o nome mais escolhido para meninos no Brasil, e tem sido assim desde 2011. MasArthur ultrapassou Davi no segundo lugar e pode continuar crescendo até assumir a liderança. 

Bernardo é outro nome que vem crescendo bastante, e que em 2015 alcançou o quinto lugar. 

Os cinco nomes de menino mais usados no Brasil são: MiguelArthur (a grafia com "h" é a favorita dos pais e mães), DaviPedro e Bernardo, nessa ordem. 

Nomes compostos são muito populares para meninos, com combinações aventureiras com dois nomes adorados, como Davi Miguel, por exemplo. Os três mais escolhidos em 2015 são: João PedroJoão Lucas e Pedro Henrique.

Tendências: nomes latino-americanos para meninos, de princesa para meninas

O nascimento da princesa Charlotte Elizabeth Diana reabilitou o nome Charlotte no Brasil.Charlotte não chega a figurar entre os 100 nomes mais comuns para meninas, mas cresceu 143% em 2015 e nos próximos anos vai continuar subindo. 

Além de ser nome de princesa, Charlotte combina com a tendência de usar nomes que funcionem em várias línguas.

Essa internacionalização se vê bem nos nomes de menino: nomes charmosos e comuns nos países latino-americanos estão sendo cada vez mais eleitos para os bebês brasileiros. Alguns exemplos são GaelMartim e Santiago

  • Nomes de menina que mais subiram em 2015: IsisAnaMariaMaria AliceIsabelAyla,Maria ClaraLunaMaria CecíliaBárbara e Clarice.

  • Nomes de menino que mais subiram em 2015: João LucasEnricoGaelVicente,AugustoHenryDavi LuccaBentoBenícioKaiqueTheo e Luan.
Novela, atrizes, futebol... Clique aqui para ver os motivos das subidas e descidas no ranking.

Bicho com nome de gente, gente com nome de bicho

Cada vez mais é comum encontrar animaizinhos de estimação com nome de gente, o que é muito natural, já que eles ocupam o lugar de "filhos peludos" em muitas famílias. Mais de 90% das leitoras do BabyCenter dizem conhecer um animal com nome de gente.

E se o nome que você escolheu também for nome de um animalzinho? Você continuaria com o nome mesmo assim? 

Para a grande maioria dos leitores que responderam à enquete do BabyCenter, a resposta é não. Nada de dar ao bebê um nome que já é de um bicho de estimação. 

Este vai ser mais um dilema para quem está escolhendo o nome do bebê.

Temos muito mais sobre nomes de bebê!

Aqui no BabyCenter você encontra a ferramenta de significado dos nomes, listas e mais listas com ideias e sugestões para os dilemas que todo mundo encontra na hora de tomar essa decisão tão importante como é a escolha do nome. 

Tudo sobre os ultrassons na gravidez

Grávida fazendo ultrassom
VÍDEO
Primeiras semanas de gravidez
Feto na barrigaConfira um incrível vídeo em 3D do desenvolvimento do bebê

O que é o ultrassom?

O ultrassom (também chamado de ultrassonografia ou ecografia) é um exame não-invasivo que usa ondas de som para criar uma imagem do bebê, da placenta, do útero e de outros órgãos. Com ele, o médico tem acesso a informações importantes sobre o progresso da gravidez e sobre a saúde do bebê. 

Pais e mães aguardam ansiosos pelo exame para que possam dar a primeira olhadinha em seus filhos, e muitas vezes mostrar "fotos" para o resto da família. Isso sem contar a aguardada descoberta dosexo do bebê. Por mais emocionante que esse momento seja, é fundamental lembrar que o objetivo primordial do ultrassom é checar se o bebê está se desenvolvendo bem. 

Durante o teste, o ultrassonografista lança ondas de som em alta frequência para dentro do útero, e essas ondas atingem o bebê. O computador traduz os sons de eco que são recebidos de volta em imagens de vídeo, que revelam então o formato do bebê, sua posição e seus movimentos. 

Para facilitar, ele passa um gel sobre a sua barriga e depois um aparelhinho sobre o gel. Existe também o ultrassom intravaginal, usado no comecinho da gravidez, até 11 semanas. 

As ondas de ultrassom também são usadas no aparelho que os obstetras utilizam para ouvir os batimentos cardíacos do bebê. 

O ultrassom prejudica o bebê?

Estudos realizados ao longo dos últimos 35 anos não mostraram nenhuma indicação de que a ultrassonografia seja prejudicial. Há quem diga que o exame incomoda o bebê, mas não há pesquisas mais aprofundadas que comprovem isso. Como o som não é audível ao ouvido humano, não deve ser detectado pelo bebê. 

Ultrassons não envolvem radiação, como é o caso de raio x

Por outro lado, os especialistas recomendam não exagerar nesse tipo de exame, já que ultrassons são uma forma de energia e pode ser que afetem o bebê, mesmo que ainda não se saiba como. O cuidado deve ser maior principalmente no primeiro trimestre, quando o bebê é mais vulnerável a fatores externos. 

Para não ficar confuso demais, pense assim: não é preciso ter medo de fazer ultrassons, mas não fique fazendo um monte só por curiosidade de ver o bebê. 

Quantos ultrassons são necessários durante a gravidez?

O mais comum é fazer uma ultrassonografia por volta das 13 semanas (entre 11 e 14 semanas) e uma mais detalhada perto das 20 semanas de gestação, o chamado ultrassom morfológico. O ideal é fazer mais uma entre a 34a e a 37a semana, porém não há regra sobre o número total. 

O exame pode ser feito a qualquer momento -- no comecinho da gravidez, para descartar uma gestação ectópica, e bem perto do nascimento, para avaliar o nível de líquido amniótico, por exemplo. 

Se por algum motivo só se puder fazer um ultrassom, o obstetra deve optar pelo da 20a semana. 

O exame costuma ser feito em laboratórios ou no hospital, mas alguns médicos possuem o aparelho no próprio consultório, o que permite às mães verem o bebê a cada consulta. 

Ultrassom no primeiro trimestre

O obstetra pode pedir um ultrassom nos primeiros três meses de gravidez pelos seguintes motivos: 

Descartar um aborto espontâneo 
Se você tiver sangramento vaginal no começo da gravidez, o médico pode pedir um ultrassom para descartar a possibilidade de aborto. A partir de 7 semanas de gravidez, os batimentos cardíacos do bebê já devem estar visíveis (considerando um ciclo menstrual de 28 dias). 

Quando se vê o coração do bebê batendo, a chance de a gravidez prosseguir sem problemas é de mais de 97 por cento. É importante lembrar que é muito difícil determinar exatamente quando a concepção ocorreu, por isso, se você não vir o coração do bebê batendo no ultrassom, tente não se desesperar. 

O médico deve esperar mais uma semana e pedir uma nova ecografia. Pode ser que o bebê tenha sido concebido mais tarde do que você imaginava. 

Descartar gravidez ectópica ou molar 
O sangramento vaginal (junto com outros sintomas) também pode ser indicação de uma gravidez ectópica ou molar. No caso de uma gravidez ectópica, quando o embrião começa a se desenvolver fora do útero, o médico tentará localizar o saco gestacional. Numa gravidez molar, em que a placenta é anormal e o bebê não é viável, o ultrassonografista visualiza uma figura bem diferente da que deveria ser a do bebê. 

Determinar a idade gestacional 
Quando a mulher não sabe a data de sua última menstruação, o médico pode pedir uma ultrassonografia para determinar há quanto tempo ela está grávida, através da medição do bebê. Entre as 7 e as 13 semanas de gestação, a medida craniocaudal (da cabeça até o bumbum do bebê) consegue determinar a idade gestacional com bastante precisão. 

Determinar se há mais de um bebê 
Se você tiver se submetido a tratamentos de fertilidade ou o médico desconfiar de gêmeos ou múltiplos, ele vai pedir um ultrassom para saber quantos bebês há na sua barriga.

Ultrassom no segundo trimestre

No segundo semestre, você deve ser submetida aos seguintes ultrassons: 

Translucência nucal 
Perto das 13 semanas, o médico pode pedir uma ultrassonografia para fazer o exame de translucência nucal -- a medição de uma dobra específica na nuca do bebê e a verificação da presença do osso nasal --, para detectar sinais de problemas genéticos como a síndrome de Down. O momento ideal para a realização do exame é na 12a semana. 

Na maioria dos casos o resultado é tranquilizador, mas, se o médico desconfiar de alguma alteração, pode sugerir a realização de exames genéticos mais invasivos, como a biópsia do vilo corial ou a amniocentese. No ultrassom realizado nessa fase, ainda não dá para determinar com certeza o sexo do bebê, mas o ultrassonografista pode arriscar um chute, pelo ângulo do apêndice genital -- mas a chance de acerto não passa de 80 por cento. 

Ultrassom morfológico 
Essa é a ultrassonografia mais detalhada, que pode levar mais de meia hora. Ela é feita por volta das 20 semanas, e nela já dá para ver o sexo do bebê. O ultrassonografista vai verificar o coração do bebê e suas câmaras, a formação do cérebro, os órgãos digestivos e outros sistemas. Também vai medir a cabeça do bebê e o fêmur, o osso da coxa, para ver se o crescimento está dentro da média. 

No exame também é possível determinar a localização da placenta. Se ela estiver bloqueando a abertura do colo do útero (placenta prévia), o médico vai pedir novos ultrassons para ver se ela mudou de lugar. Na grande maioria dos casos ela muda. No caso de ela ainda estar cobrindo o colo do útero no fim da gestação, o bebê terá de nascer obrigatoriamente de cesariana. 

O exame pode ser feito com doppler, um sistema que mostra o fluxo de sangue no útero, na placenta e no bebê, com as cores azul e vermelha. 

Se o médico desconfiar de alguma anormalidade, pode pedir a realização específica de umultrassom em três ou quatro dimensões, que dá uma imagem mais detalhada do bebê e é capaz de detectar problemas como o lábio leporino, por exemplo. 

Ou o médico pode pedir um ultrassom específico do coração do bebê, a ecocardiografia fetal. 

Ultrassom no terceiro trimestre

No final da gravidez, o obstetra pode pedir um ultrassom para determinar a causa de sangramentos vaginais (problemas na placenta, por exemplo), para acompanhar o crescimento do bebê, para verificar o nível do líquido amniótico e para determinar a posição do bebê e da placenta. 

E se o ultrassom mostrar algum problema?

Não entre em pânico. Muitas vezes um novo exame é realizado algum tempo depois e elimina a desconfiança de que haja alguma coisa errada. São raros os casos em que o bebê realmente tem um problema, mas, se isso acontecer, as informações coletadas na ultrassonografia ajudarão os médicos a oferecer o melhor tratamento possível. 

Problemas cardíacos, por exemplo, podem ser tratados com remédios enquanto o bebê ainda está no útero. Outras anormalidades, como um bloqueio no sistema urinário, podem ser tratadas com cirurgia ainda dentro da barriga. E saber com antecedência de eventuais problemas ajuda os médicos a terem tudo organizado para dar o melhor atendimento ao bebê logo depois que ele nascer, além de colaborar para que você e sua família se preparem para enfrentar a situação.

Hiperemese gravídica (vômito excessivo)

mulher vomitando

O que é hiperemese gravídica?

A hiperemese (ou hiperêmese) significa, literalmente, "excesso de vômito na gravidez". Não é uma complicação muito comum da gravidez, e melhora bastante se o tratamento começar cedo. Ela dá sinais logo no princípio da gestação, com 5 semanas, e costuma começar a melhorar a partir da semana 16. 

Na maioria dos casos, na 20a semana, metade da gestação, ela já foi embora, mas há situações (raras) em que os vômitos persistem até o bebê nascer -- o que pode ser muito angustiante. 

Embora não seja muito comum, a hiperemese não chega a ser considerada rara. Afeta entre 0,5 e 2% das grávidas, e é a causa mais frequente de hospitalização no começo da gravidez, normalmente para tratar a desidratação. 

Como vou saber se é enjoo normal ou é hiperemese?

É provável que você esteja com hiperemese se: 
  • vomita várias vezes por dia

  • vomita praticamente sempre que bebe ou come alguma coisa

  • está emagrecendo

  • não está conseguindo levar o seu dia-a-dia

  • nada faz a náusea melhorar (não consegue nem usar medicamentos anti-eméticos porque os vômitos não permitem)
Mas não existe uma definição única para a hiperemese. Há médicos que só a diagnosticam oficialmente quando a mulher emagrece mais de 3 kg em relação ao peso de antes da gravidez, ou entre 5% e 10% do peso do corpo. Ou então só dão o diagnóstico uma vez que a desidratação fique estabelecida. 

Mesmo que você ainda não esteja emagrecendo, se os vômitos e enjoos estiverem insuportáveis, é preciso falar com o médico. O tratamento precoce pode evitar a hiperemese mais grave. Às vezes é preciso até mudar de obstetra, porque existe a tendência de achar que se trata apenas da náusea comum da gravidez

Se o enjoo começou depois de 9 semanas de gravidez, ou se é acompanhado de febre ou de dor, ele pode indicar alguma outra causa, como gastrenterite, infecção urinária, gastrite, úlcera, problemas de tiroide ou diabete. 

É verdade que a hiperemese pode ser mesmo incapacitante?

A hiperemese praticamente torna a vida impossível. Curtir a gravidez, então, nem pensar. A mulher pode se sentir sozinha e se afastar dos outros e do parceiro. Cuidar de si mesma e da família fica impraticável, durante semanas ou até meses. Às vezes não dá nem para levantar e tomar uma chuveirada. 

O impacto da hiperemese persiste por bastante tempo. Há mulheres que não conseguem nem pensar em ter outro bebê no futuro, pelo menos por um bom tempo. 

Uma licença médica do trabalho certamente será necessária. Converse com o médico. 

Por que a hiperemese acontece?

Embora atinja mulheres grávidas há séculos e séculos, a hiperemese nunca foi explicada. Há vários fatores envolvidos, assim como no enjoo normal da gravidez, entre eles as mudanças hormonais. Mas os especialistas não sabem por que algumas mulheres têm mais tendência a sofrer de hiperemese que outras. 

Os fatores de risco são: 
  • Gravidez de mais de um bebê
  • Ter mãe ou irmã que já tiveram hiperemese.
  • Já ter sofrido de hiperemese numa gravidez anterior.
  • Sofrer de enxaquecas ou de enjoos quando anda de carro, avião ou barco.
  • Ter alguma doença preexistente no fígado.
  • Ter problemas de tiroide.

O que posso fazer para suportar a hiperemese?

  • Procure ajuda médica logo. Explique exatamente o que está sentindo e peça para ser tratada.

  • Peça ou aceite ajuda do parceiro, da família e dos amigos para as tarefas do dia-a-dia.

  • Obedeça às vontades do seu corpo em relação à comida. Atenda às vontades, siga seus instintos e fuja de tudo o que piorar o enjoo.

  • Mantenha-se hidratada. Beba tudo o que conseguir. Se não der, apele para cubos de gelo ou picolés.

  • Coma tudo o que der para suportar, saudável ou não. Quando você estiver melhor poderá se concentrar numa alimentação mais adequada.

  • Experimente soluções caseiras, junto com o tratamento médico. Bala e chá de gengibre podem ajudar (em quantidades moderadas). A acupuntura indica que há pontos nos pulsos que aliviam a náusea. Existem pulseiras que pressionam esses pontos.

  • Descanse o máximo que puder -- e nada de culpa.

  • Converse com outras pessoas que sofreram ou sofrem do problema. Talvez você as encontre nos nossos fóruns.

Como é o tratamento?

O tratamento deve ser iniciado assim que os vômitos começarem a atrapalhar mesmo a sua vida. Procure o médico. 

O obstetra pode receitar exames de urina e de sangue, para ver se há algum outro problema causando a náusea. Talvez peça uma ultrassonografia para verificar se há mais de um bebê ou se a placenta está em condições normais. 

É preciso estar sempre atenta aos sinais de desidratação: 
  • pouco xixi, ou xixi amarelo escuro.
  • boca extremamente seca e olho sem brilho
  • belisque o dorso da sua mão. Se a pele não voltar rápido para o lugar, procure o médico ou vá para o hospital.
  • Outros sinais preocupantes: tontura, dor abdominal, perturbações na vista, dor de cabeça, confusão mental ou presença de sangue ou bile no vômito.

Mesmo que seu médico tenha preferido não dar remédio contra o enjoo, você vai precisar ser monitorada para evitar a desidratação e a desnutrição. Existem algumas complicações bem raras da hiperemese, como um tipo de encefalopatia (problema no cérebro), que é prevenível pela administração de vitamina B1. 

Existem medicamentos antieméticos (antivômito) que são usados para a hiperemese, até em forma de supositório, mas eles são caríssimos, por isso são usados só em último caso. São considerados remédios de alta complexidade, muitas vezes utilizados no tratamento de câncer. 

É provável que você só tenha acesso ao medicamento se for internada. Além disso, quando o vômito é tão grave, fica difícil tomar comprimidos. Há alguns remédios em forma de supositório, injeção ou que dissolvem na boca. 

Os médicos também podem tentar remédios mais simples antes de recorrer aos especiais. Escolhas comuns são os anti-histamínicos (antialérgicos), esteroides ou metoclopramida. Mas só o obstetra pode receitar esse tipo de medicamento. Lembre-se de que, na gravidez, você não pode tomar nenhum remédio por conta própria, nem por indicação da farmácia. 

E se eu tiver que ser internada?

Você terá de ser hospitalizada se o tratamento não estiver funcionando. No hospital, você ficará com um soro na veia para hidratação. Os remédios contra o enjoo também podem ser administrados pela veia, ou como injeção. 

Isso não quer dizer que você vá ter de passar muito tempo no hospital. Às vezes é preciso ficar internada só alguns dias, e aí já dá para voltar para casa. Há mulheres que acabam fazendo várias "visitas" ao hospital durante a gravidez. 

Tantos vômitos não fazem mal para o bebê?

O vômito em si não afeta o bebê, mesmo que os acessos sejam muito violentos e até causem dores no abdome. Existem dados que mostram até que o aborto espontâneo é menos provável quando há bastante náusea. Pode ser que o bebê nasça menor que o normal, mas ele vai recuperar o prejuízo fora da barriga, não se preocupe. 

Os medicamentos usados nesses casos são considerados seguros para a gravidez. 

As pessoas dizem que estou com frescura. O que faço?

As vítimas da hiperemese costumam dizer que o melhor que as pessoas podem fazer por elas é acreditar no que elas estão passando. Não é uma questão de força de vontade. 

Converse seriamente com seu parceiro, seus familiares e até seus superiores no trabalho. Se precisar, peça ao médico que explique a situação. 

Você também pode buscar solidariedade nos nossos fóruns. 

terça-feira, 1 de março de 2016

Enjoo na gravidez

Grávida enjoada no trabalho

Por que tenho que passar o dia inteiro enjoada?

Não existe uma explicação isolada para a náusea da gravidez. O mais provável é que a culpa seja a combinação de todas as mudanças físicas que estão acontecendo ao mesmo tempo no seu corpo. 

Entre essas mudanças estão a rápida elevação nos seus níveis de estrogênio, a presença do hormônio hCG, o olfato mais apurado, a maior acidez do estômago e o cansaço.

Não serve muito de consolo, mas saiba que entre 75 e 80 por cento de todas as grávidas passam as primeiras semanas de gestação com a sensação de que podem vomitar a qualquer momento. 

E 50 por cento das grávidas vomitam mesmo. 

Mas não é porque o enjoo é comum e normal que não deva ser tratado. Converse com o médico sobre o enjoo e o quanto ele está afetando sua vida e sua alimentação.

Quanto tempo o enjoo vai durar?

Uma gestação nunca é igual à outra, e a mesma coisa vale para o enjoo -- para cada pessoa é diferente, e até de gravidez para gravidez. A sensação de náusea pode durar algumas semanas ou alguns meses; só em casos raros persiste por mais tempo. 

No final do terceiro mês, metade das mulheres que sofrem com os enjoos melhoram. Mas o enjoo pode ir e vir durante a gestação, muitas vezes deflagrado por determinados cheiros, que variam de pessoa para pessoa.

Em algumas mulheres, o enjoo dura até o fim da gravidez.

E se eu não conseguir segurar nada no estômago?

Fale com o médico. Pode ser uma síndrome chamada hiperemese gravídica, o excesso de vômito na gravidez, que é bem rara, mas tem tratamento. Você também deve pedir ajuda se não estiver conseguindo comer.

Se não for tratado, o vômito excessivo pode levar à desnutrição, à desidratação e outras complicações para você e para o bebê. 

O médico pode ajudar, durante uma crise de vômitos, prescrevendo uma dieta especial ou remédios, sugerindo repouso ou até internando você no hospital.

Se você estiver desidratada, pode ter que tomar soro na veia, para repor líquidos, glicose e eletrólitos. Também pode receber medicamentos para aliviar a náusea e os vômitos.

Caso você esteja também com febre, diarreia ou muito mal-estar, procure o médico, porque pode estar com alguma infecção ou intoxicação alimentar que precise de tratamento específico.

É verdade que o enjoo é sinal de que a gravidez vai bem?

Se serve de consolo para quem está sofrendo com o enjoo, sim, é verdade que o enjoo indica a presença dos hormônios que sustentam a gravidez, portanto é um "bom" sinal. 

Por outro lado, não é mau sinal não ter enjoo. Ao contrário: pode ser sinal de sorte da grávida, que não vai ter de conviver com a desagradável sensação de estar à beira do vômito o tempo todo.

É bom saber também que o enjoo por si só não afeta o bem estar do bebê.

Há algo que eu possa fazer para me sentir melhor?

Não existe solução mágica para o enjoo, mas há algumas medidas que você pode tomar para tentar se sentir mais disposta. 

Procure não ficar em jejum por mais de três horas, porque o jejum favorece a náusea. Tente seguir o que seu corpo indica: coma só o que apetecer, porque a chance de essa comida ficar no estômago é maior. 

Coqueluche (0 a 1 ano)


A coqueluche, também conhecida como pertussis ou tosse comprida, é uma doença respiratória aguda que causa inflamação nos pulmões e vias aéreas. Provocada pela bactéria Bordetella pertussis ou Bordetella parapertussis, ela também atinge a traquéia, levando a uma tosse seca, forte e persistente. 

A doença é conhecida pelo barulho típico ou "assobio" que as crianças fazem quando tentam respirar fundo entre os acessos de tosse (os bebês, porém, muitas vezes não têm nem força suficiente para fazer este barulho e o som é diferente). 

Quais são os principais sintomas da coqueluche?

Os primeiros sintomas começam a ocorrer após um período de incubação de entre sete e 12 dias. 

A coqueluche normalmente começa com sintomas parecidos aos de uma gripe ou resfriado, como espirros, nariz escorrendo e uma tosse moderada, que pode durar até duas semanas antes de os acessos mais sérios de tosse acontecerem. Algumas crianças podem apresentar ainda febre, mas não necessariamente. 

Em uma segunda fase da doença, geralmente aparece aquele barulho característico da coqueluche entre os acessos de tosse, e pode haver também vômitos, sangramentos, convulsões e até pneumonia. Esse período pode se estender por mais de um mês. 

É comum que uma criança com coqueluche tussa por 20 ou 30 segundos sem parar e depois tenha dificuldade para respirar antes de uma nova crise de tosse atacar. Durante estes episódios de tosse, mais comuns durante a noite, os lábios e as unhas podem ficar azulados devido à falta de oxigênio. Um catarro bem grosso pode aparecer também junto com a tosse. 

Tenha paciência, porque esta é uma doença que pode se prolongar bastante! Uma vez que os sintomas melhorem, a recuperação completa pode levar até outro mês inteiro. 

Cuidados especiais com os bebês

Para bebês com menos de um ano de idade, a coqueluche pode ser especialmente perigosa, já que eles são mais suscetíveis a complicações como pneumonia, convulsões e danos cerebrais. Se você desconfiar que seu filho pequeno possa estar com coqueluche, não deixe de levá-lo ao médico ou a um hospital rapidamente. 

É muito importante observar bem os bebês com coqueluche para o caso de não conseguirem respirar direito. Se isso acontecer com o seu filho ou se ele tiver vômitos contínuos, convulsões ou sinais de desidratação, corra para o pronto-socorro mais próximo. 

Como vou saber se a tosse do meu filho é ou não coqueluche?

Existe um exame de laboratório para diagnosticar a bactéria Bordetella pertussis, que causa a coqueluche. O exame é feito colhendo-se um pouco de secreção do nariz e da garganta numa espécie de cotonete. 

Mas, como o som da tosse da coqueluche é muito diferente do da tosse normal (com uma espécie de apito ou assobio entre as tosses), os médicos muitas vezes conseguem fazer o diagnóstico só pelo exame clínico da criança. Mas só o médico saberá dizer se se trata de coqueluche ou não. Exames de sangue também podem colaborar com o diagnóstico. 

Como é o contágio da coqueluche?

Em primeiro lugar é bom saber: coqueluche é uma doença altamente contagiosa. Seu filho pode ter contraído através do contato direto com alguém infectado pela bactéria ou por ter simplesmente respirado ar infectado pelos germes. A bactéria geralmente entra no corpo pelo nariz ou pela boca. 

O contágio ocorre por gotículas respiratórias disseminadas no ambiente por tosse ou espirros de pessoas que muitas vezes ainda estão no estágio inicial da doença e nem apresentam o quadro da tosse típica. 

Aqui no Brasil, as crianças são imunizadas contra a coqueluche ao tomar as cinco doses davacina DTP Hib, que combate ainda tétano, difteria e infecções provocadas pela bactériaHaemophilus influenzae tipo b, a partir dos 2 meses até cerca de 6 anos. Esta vacina, conhecida como tetravalente, é parte do calendário oficial de imunizações, portanto é gratuita nos postos de saúde do governo. 

Mas a grávida pode começar a proteger o bebê da coqueluche já na gravidez, com a vacina dTpa, que é parte do pré-natal e é fornecida gratuitamente pelo SUS. Recomenda-se que a mãe tome a vacina entre a 27a. e a 36a. semana, para passar anticorpos para o bebê.

Conforme a criança cresce e vai tomando mais doses da vcina, a proteção contra a coqueluche vai aumentando. No entanto, ao atingir a idade adulta, as pessoas tendem a perder a imunidade contra a doença. No Brasil, o reforço da vacina contra coqueluche está disponível gratuitamente para grávidas e profissionais de saúde.

A vacina contra coqueluche pode ser tomada na rede privada, na tríplice acelular do adulto, a partir dos 12 anos.

Diante da vulnerabilidade dos bebês e do risco de complicações se contraírem coqueluche, o ideal é mantê-los distantes de qualquer pessoa com tosse. 

Como se trata a coqueluche?

Os antibióticos ajudam a aliviar os sintomas da coqueluche se forem dados logo no começo da doença. Se forem administrados com um quadro mais evoluído, não necessariamente ajudarão a encurtá-la, mas, pelo menos, eliminarão a bactérias das secreções, impedindo que a doença se espalhe para outras pessoas. 

Infelizmente, não há muito mais o que fazer para combater a coqueluche, que costuma durar bastante: de seis a 10 semanas. 

Não dê xarope para o seu filho, a menos que por recomendação médica, já que a tosse é a forma que o corpo tem de limpar todo o catarro que se acumula nos pulmões. Ao bloquear esta reação natural do organismo, você pode comprometer a melhora da criança. Lembre-se que só um pediatra pode avaliar efeitos adversos potencialmente perigosos de medicamentos, especialmente em bebês com menos de seis meses.