sábado, 5 de março de 2016

O primeiro banho do Bebê

O primeiro banho do Bebê
Eu sempre imaginei que a hora do banho seria uma experiência alegre, cheia de risadas e bolhas. 

Acaba que esse evento particular do desenvolvimento do bebê pode ser irritante e assustador! 

Isabel, minha primeira filha, parecia bem grandinha quando nasceu (3 quilos e 500 gramas), mas no primeiro banho, ela pareceu magrela e muito escorregadia.

Nos pegamos o jeito do banho após alguns treinos, e se tornou uma hora que ficávamos ansiosas para chegar. Aqui estão algumas dicas que me ajudaram (e a Isabel) a passar pelos primeiros banhos.

1. Se prepare


Eu não começava a dar banho na minha filha até eu ter tudo o que precisava do meu lado, incluindo shampoo, sabonete, toalha, um vidro de óleo e pelo menos um brinquedinho divertido e que chamasse a atenção dela. 

Eu organizava tudo antes de levá-la para a banheira. Assim, eu não precisava tirar os olhos dela por um segundo durante o banho.

2. Pense na banheira


Depois que o cordão umbilical da Isabel caiu, ela estava pronta para ir dos banhos de esponja para os banhos de banheira onde ela poderia ser mergulhada na água. 

Mas como a banheira no nosso quarto era enorme, eu usei uma banheira azul feita para bebês com menos de 5 quilos e coloquei o patinho de borracha dela na borda. Então, enchi a banheira com os 5 centímetros de água recomendados.

3. Mantenha o calor


Por segurança durante essa evolução do bebê, eu sempre segurava firmemente a Isabel durante o banho. A banheira de plástico servia para apoiá-la e evitar que ela balançasse, mas também significava que parte do corpinho dela estava fora da água. 

Para evitar que o bebê fique com frio, eu jogava a água da banheira cuidadosamente sobre o peito dela enquanto eu a ensaboava.

4. Faça um ambiente aconchegante


A melhor hora do banho para o seu bebê é o aconchego do final. Isabel se acamava muito quando eu a embrulhava na em uma toalha e a ninava. Na verdade, isso a acalmava tanto que um banho rápido se tornou parte da rotina de dormir. Ela aprendeu a associar o fim do banho com a hora de dormir - facilitando as noites para nós duas.

Os primeiros banhos do seu bebê estão parecendo difíceis, mas persista!

Com um pouco de prática, você também vai descobrir que uma ensaboada noturna pode ser uma oportunidade de fortalecer o vínculo com seu bebê.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Como Lidar e Identificar Intolerância e Alergia aos Alimentos

Como Lidar e Identificar Intolerância e Alergia aos Alimentos
Loraine Stern
Alimentar um filho exigente é difícil em qualquer circunstância. Com alergia à alimentos ou problemas para digerir certas comidas, entretanto, torna-se um real desafio. 

Existe uma diferença entre uma alergia real, que é um problema médico sério, e intolerância, que é um inconveniente. Aqui está ajuda para classificá-los e algumas diretrizes para lidar com elas. 

Alergia aos Alimentos


Reações alérgicas são iniciadas quando o corpo começa a produzir anticorpos para as proteínas das comidas. Uma reação alérgica severa, com dificuldade de respirar ou até mesmo o colapso e choque, pode ser uma ameaça emergencial. 

A maioria das reações alérgicas são identificáveis por sinônimos que podem incluir vermelhadões, erupções pontuais, diarréia, vômito, nariz escorrendo e respiração ofegante. 

Leite é o mais comum causador de reações alérgicas em crianças pequenas. Em torno de duas à três a cada 100 crianças, são afetadas por alergia ao leite de vaca. Quase 95 porcento apresenta as reações aos 4 anos de idade. 

Alergias à nozes, moluscos e claras de ovos, são as segundas causas mais comuns. Reações à essas comidas são menos prováveis a desaparecer à medida que o seu filho cresce, e podem durar por toda a vida. 

Amendoim é outra causa frequente às reações alérgicas. Eles não são realmente nozes - são legumes, como ervilhas - então as crianças alérgicas à amendoim são frequentemente alérgicas à amêndoas, noz e outras nozes verdadeiras. 

Intolerância aos Alimentos


O tipo mais comum de intolerância à alimentos é a intolerância a lactose — dificuldade de digerir o açúcar natural do leite. Gás, inchaço, e diarréia aparecem entre 30 minutos à duas horas após beber leite. 

Intolerância a lactose pode ter início em qualquer idade, mas é mais comum em crianças com 4 ou 5 anos. Crianças com verdadeiras alergias geralmente não podem tolerar nem mesmo uma pequena mordida do alimento ofensivo. Intolerância a lactose, por outro lado, não é absoluta. 

Muitos produtos derivados do leite, como iogurte ou queijo, não causam problemas pois a lactose foi quebrada durante o processo. Algumas crianças podem beber uma caixa pequena de leite mas desenvolvem os sintomas caso bebam em grande quantidade. 

Intolerância ao glúten - a inabilidade de digerir a proteína encontrada no trigo - pode ser séria. Pensa-se ser um problema inerente no sistema imune do intestino, pode interferir com a absorção de nutrientes e levar ao pobre crescimento e ganho de peso, diarréia e constipação, e irritabilidade. Intolerância ao glúten podem aparecer logo quando os produtos de trigo são introduzidos à dieta do bebê, como cereais e pães. 


O Que Você Pode Fazer


Caso você suspeite que o seu filho possui uma alergia ou intolerância, consulte o seu pediatra. Não faça o seu próprio diagnóstico, pois alergias aos alimentos são traiçoeiras. 

Se o filho possuir alergias significantes, você precisa ler o conteúdo dos alimentos processados. Por exemplo, suco em pó ou margarina contém a proteína do leite chamada caseína, e o seu filho deve evitar alimentos com caseinato de cálcio ou caseína. Glúten pode estar escondido em extrato de baunilha, proteína vegetal hidrolisada, e ketchup. 

Você pode precisar consultar um pediatra nutricionista para ter certeza de que o filho mantém uma dieta completamente balanceada com vitaminas e outros suplementos enquanto segue as restrições necessárias. 

Cuidadores, professores da pré-escola, e amigos que alimentam o seu filho, devem estar cientes não só da alergia mas também sobre o que fazer caso a reação ocorra. O seu pediatra pode receitar a prescrição para um auto injetor de adrenalina para uso imediato em caso de reação alérgica severa. Mantenha alguns desses injetores espalhados em vários lugares (no carro, em casa, na creche). Certifique-se de que todos sabem como usá-los e substitua-os quando estiverem fora da data de validade.

Como fazer o seu filho comer alimentos diferentes

Como fazer o seu filho comer alimentos diferentes
É uma cabeça balançando ou um lamento a resposta típica quando você oferece algo novo na hora do jantar? Não é sua culpa. Muitas crianças escolhem o que come em algum momento de suas vidas.

Mas isso não significa que você deve desistir de ampliar seus horizontes culinários ou a introdução de comida saudável na hora das refeições. Como seu pequeno começa a explorar novos alimentos, você pode cultivar a vontade de experimentar coisas novas - especialmente coisas nutritivas. Aqui estão algumas estratégias testadas pelos pais para fazer o seu pequenino tentar (e talvez até mesmo gostar) de diferentes tipos de alimentos. Você nunca sabe - talvez você até acabe com um comilão em suas mãos!

Se você tiver alguma dúvida sobre a dieta do seu filho ou a saúde geral, não se esqueça de perguntar ao seu pediatra. 

Passo 1: Explore o Sentidos

Aqui está um ótimo jogo que eles vão adorar: Cubra os olhos de seu filho com as mãos ou uma venda. Faça-a tocar em uma maçã inteira e um tomate para ver se ela pode adivinhar qual é qual. 

Em seguida, corte um pequeno pedaço da maçã e o tomate, deixe-a cheirar cada um, e peça-lhe para adivinhar novamente. Finalmente, faça-a apertar o nariz tampando-o, e dar uma pequena mordida de cada alimento. Em seguida, revele o que ela apenas experimentou. Ela pode se surpreender ao perceber como o cheira afeta o gosto.

Agora, com os olhos da criança descobertos, quebre uma cenoura e peça a ela que descreva o som que isso faz. Faça o mesmo com um pepino e um cachorro-quente e compare. Qual se abre? Qual salta? O fim desta experiência? Almoço!

Passo 2: Faça misturas no menu


Se o seu filho não vai se aventurar longe de alimentos familiares, você pode fazer algumas pequenas mudanças que serão deliciosas, bem como saudáveis. Seu pequenino ama massas? Experimente servi-lo com um molho feito de vegetais frescos picados em vez de um queijo cremoso ou molho de carne. A pizza, sempre popular, pode ter um impulso nutricional completando-a com brócolis picado, pimentão, abacaxi - quanto mais cor, melhor.

Passo 3: Ignore as primeiras impressões e continue tentando


Você pode ter sempre odiado aipo, mas é possível que os gostos do seu filho possa mudar ao longo do tempo. Portanto, não desista quando você vê um nariz entortado ou ouvir um "não". Pode ser necessário oferecer um alimento até 10 vezes antes que se torne uma opção para ele.

Passo 4: Pratique o que você ensina Bebês e crianças pequenas gostam de imitar os seus pais, então a próxima vez que você receber uma recusa de comida, tente dar-se um pouco do que está sendo oferecido. Mostrar que você "ama" a comida pode inspirar o seu pequenino a morder um pedaço ou tentar algo novo.

Passo 5: Tempere sua vida


Um monte de comida saudável é simplesmente tedioso e enfadonho. Por que não tentar adicionar um pouco de tempero? As crianças pequenas não precisam de sal adicionado à sua comida, mas um pouco de alho ou outra erva saborosa ou especiaria é uma boa opção. Não deixe de provar a comida temperada antes de oferecê-la ao seu filho. Mais cedo ou mais tarde, você pode ter o prazer de vê-lo devorar algo que foi inicialmente rejeitado.

Com estas táticas, com o tempo a criança vai ampliar seu repertório e começar a comer uma dieta mais equilibrada. Nesse meio tempo, tentar relaxar e se divertir na hora das refeições!

Comida para bebê: 6 passos para ajudálo

Comida para bebê: 6 passos para ajudá-lo

Suzanne Dixon
Interessada em fazer a sua própria comida de bebê? Veja aqui como começar.

• Certifique-se de que todos os utensílios estão limpos e lave cuidadosamente as mãos antes de preparar e servir
• Cozinhe frutas e vegetais sem sal ou açúcar adicional
• Faça um purê do resultado
• Coloque o que você fizer dentro de formas de gelo ou faça porções do tamanho de colheres de sopa, e então congele.
• Armazene porções individuais no congelador em sacos limpos - use um dos cubos/porções para a refeição do seu bebê
• Quando o seu bebê estiver pronto para comer, descongele e esquente a comida.

Você também pode usar um moedor para fazer porções individuais da comida que você preparou. Certifique-se de separar a comida do seu bebê antes de adicionar pimentas, nozes, ou qualquer outro ingrediente.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Estudo mostra que dieta do pai pode influenciar a saúde do bebê 


Que a alimentação da mãe durante a gestação interfere totalmente na saúde do feto, todo mundo já sabe. Mas e se o que o pai ingeriu nas semanas anteriores à concepção também fosse importante para o filho, já pensou nessa possibilidade?
Pois recentemente foi publicado pela universidade australiana RMIT um estudo super interessante, que tende a modificar a forma como enxergamos o processo de gravidez! Segundo ele, a dieta do pai poderia interferir no bem-estar e na saúde mental dos filhos, embora pesquisas futuras sejam necessárias para confirmar essa afirmação.
Imagem: 123RF

Nesse trabalho, os pesquisadores mostraram que filhotes de ratos cujos genitores tiveram acesso a uma dieta controlada eram mais ágeis, menos ansiosos e comiam menos (mas adequadamente), em relação aos ratinhos de pais que se alimentavam exageradamente. E isso ocorria mesmo que esses pais não tivessem contato direto posterior com sua prole (evidenciando o fator hereditário – nesse caso, especificamente epigenético, que é a ativação de determinados genes e inativação de outros, que um descendente herda).
Segundo um dos coordenadores do projeto, o professor Antonio Paollini, a conclusão é que a dieta de uma geração pode afetar a próxima. E no caso dos homens (ou machos) a produção dos espermatozoides ocorre apenas dias antes da concepção, favorecendo a interferência do meio (como o fator alimentação) em seu funcionamento. Para o pesquisador, a descoberta, mesmo que ainda comprovada somente em ratos, merece atenção para que os futuros papais e mamães revejam seus hábitos, pois eles são transportados para o feto, mesmo dentro da barriga.
Mais comprovações
Outro estudo recente, desenvolvido no Canadá, já apontava que a dieta do futuro papai merece atenção, pois influencia em outros aspectos a saúde do pequeno. Segundo a pesquisa, feita em 2013 pela Universidade McGill, o consumo de ácido fólico (a vitamina B9, que é essencial no corpo da mãe para a formação do tubo neural do filhote) pelo companheiro pode evitar a formação de deficiências na criança logo após o nascimento – como a craniofacial e a espinhal. Para chegar à conclusão, além de testes em camundongos, foram analisados filhos de pais com níveis normais e insuficientes dessa substância. O resultado foi um aumento de 30% nos casos de bebês deficientes entre os pais com taxas abaixo do normal. Mais uma vez, a explicação é que o esperma transporta a memória dos hábitos do pai para o feto.
Resultado? Além de aumentar o consumo da vitamina B9, é necessário que o pai evite a ingestão de alto teor de gordura, para não prejudicar a metabolização da vitamina. Interessante para compartilhar com o companheiro, se vocês estão pensando em uma gravidez para breve!

Posições para amamentar

Por Sally Inch 

Ao escolher uma posição para dar de mamar, o mais importante é que você esteja confortável e que o bebê alcance o seio com facilidade. 

Uma boa posição para amamentar é aquela que facilita a colocação do bebê junto ao peito e permite uma boa pega.
Para isso, você pode: 

breastfeeding lying down

deitar e colocar o bebê em posição paralela a seu corpo, elevando ligeiramente a cabecinha dele, para ajudar o leite a descer e não ir para a região do ouvido dele 


breastfeeding with pillow

segurar o bebê no colo em posição transversal, "barriga com barriga", utilizando o braço contrário ao seio em que ele está mamando 


breastfeeding baby

segurar o bebê no colo em posição transversal, utilizando o braço do mesmo lado do seio em que ele mama 


mum breastfeeding baby

segurar o bebê passando-o embaixo do seu braço, do mesmo lado do seio em que ele está mamando, sentando de pernas cruzadas na beira da cama ou usando duas cadeiras ou o sofá 




colocar o bebê "de cavalinho" em uma das suas coxas, deixando-o de frente para o seio 


mum breastfeeding twins

usar qualquer combinação citada no caso de ter gêmeos e desejar dar de mamar ao mesmo tempo 






Tenho mais facilidade de usar uma das mãos para colocar o bebê junto ao seio. O que devo fazer?

Talvez seja então mais fácil, especialmente enquanto aprende a dar de mamar, usar a mesma mão para os dois lados. Isso provavelmente significa que você vai colocar o bebê no seu colo na transversal para amamentar de um lado, e passando embaixo do seu braço para o outro -- assim você utilizará o mesmo braço e a mesma mão para esvaziar os dois seios. Isso pode ajudar também no caso de você estar com um dos braços doloridos, como no caso da síndrome do túnel do carpo

Vale a pena tentar posições diferentes para amamentar?

Caso encontre logo de cara uma posição que funcione bem para você e para o bebê, então não há motivos para mudar. Porém, à medida que o bebê cresce e você também fica mais experiente, as posições provavelmente vão variar dependendo de onde você está e do que estiver fazendo. 

Se você tiver mastite, por exemplo, talvez seja aconselhada por alguém a segurar o bebê de um jeito diferente para amamentar. Isso não quer dizer, contudo, que a simples mudança de posição tenha levado o bebê a "sugar uma parte diferente do seu seio". Todas as áreas da mama são igualmente "sugáveis" desde que o bebê esteja com uma "pega" correta -- o que pode ocorrer em qualquer posição, desde que seja confortável para vocês dois. 

Recuperação pós-cesárea

Como vou me sentir logo depois da cesariana?

Depois de você passar pela cesariana, você vai se sentir como todas as mães: encantada com aquele bebezinho, e surpresa com todas as mudanças por que está passando o seu corpo. 

Ainda na sala de recuperação, imediatamente após a cesariana, você pode sentir frio, tremedeira e coceira, efeitos colaterais da anestesia e dos medicamentos usados durante o parto. Você pode pedir cobertores e avisar da coceira, porque os médicos podem dar remédios para aliviar o incômodo. 

Quando você for para o quarto, vai permanecer na cama ainda por algumas horas, e terá umsangramento constante pela vagina. 

Conforme o efeito da anestesia vai passando, você poderá sentir dor para tossir, espirrar e dar risada. Nessa hora, colocar um travesseiro sobre o corte pode ajudar. 

Os médicos costumam recomendar que a mulher não fale muito logo depois do parto, para não acumular muitos gases, que fazem a barriga inchar (e você vai se sentir grávida de novo!). 

Quando vou poder me levantar da cama?

Nas primeiras horas após a cesariana, a sensação que dá é de que você nunca mais vai conseguir andar. Mas mais ou menos umas dez horas depois do parto a enfermeira vai tirar você da cama na marra para tomar um bom banho (com ajuda, pois você vai precisar)! 

É duro, chega a dar tontura, mas a movimentação é necessária para a circulação e para ajudar na recuperação de um modo geral, e você vai se sentir bem melhor depois do banho. Há mulheres que não sentem tanta dor nessa hora. 

A partir daí, você provavelmente ainda vai precisar de ajuda para se levantar da cama para ir ao banheiro. Nas primeiras horas, pode ser que você sinta dificuldade para fazer xixi. É um efeito colateral da morfina. 

Você precisará de ajuda de alguém que entregue o bebê para você. Mas você poderáamamentar normalmente e ficar sentada numa poltrona. 

Logo você estará andando pelos corredores da maternidade para admirar os enfeites nas portas dos quartos vizinhos e comparar os outros bebês do berçário com o seu. As caminhadas na maternidade também ajudam a eliminar os gases. 

Leve calcinhas grandes e confortáveis para a maternidade, talvez as de grávida mesmo, e saiba de antemão que por algum tempo vai ter de usar absorventes femininos, de preferência do tipo noturno, já que haverá sangramento vaginal (a mesma coisa ocorre após o parto normal). 

O anestesista que fez o parto provavelmente vai deixar prescrito no hospital algum analgésico que considere adequado para você. Não se acanhe em perguntar à enfermagem se não há mais algum remédio que você possa tomar, se você estiver sentindo muita dor. 

Normalmente os médicos prescrevem uma dose de medicamentos que considerem suficiente, mas já deixam determinado que outro reforço analgésico você pode receber, já que cada pessoa sente quantidades diferentes de dor na mesma situação. 

Quanto tempo vou ter de ficar internada?

Normalmente mulheres que passam por uma cesariana ficam internadas por três dias. Os médicos preferem só dar alta à mulher depois que ela tiver conseguido fazer cocô. Se você ainda não tiver conseguido, os médicos vão receitar algum tipo de laxante. 

E em casa, o que vou poder fazer? Vou precisar de ajuda?

Quando tiver alta da maternidade, depois da cesariana, você provavelmente conseguirá andar por períodos curtos, e talvez já consiga se levantar sozinha. Você não vai precisar ficar deitada na cama o dia todo. 

Mas é preciso descansar o máximo de tempo possível, porque longos períodos de pé podem fazer seu corte arder. Você também não poderá carregar nada mais pesado que o próprio bebê. 

O melhor mesmo é ter algum tipo de ajuda em casa nos primeiros dias. Imagine que você está sozinha, dando de mamar para o bebê, sentada na poltrona, e tenha esquecido de trazer o telefone para perto de você. Se o telefone tocar, você vai ter dificuldade para sair da poltrona com o bebê no peito, porque ainda vai precisar do apoio das mãos para se levantar.

Evite sentar-se em sofás e camas muito baixos. 

Procure posições diferentes para amamentar, até achar uma que seja confortável para vocês dois. Ter alguém por perto para entregar o bebê para você em uma posição já favorável ajuda bastante. 

Também é muito bom ter alguém em casa que cuide da comida e da roupa, para você se concentrar nos primeiros dias da amamentação e na sua recuperação. 

A cada dia que passar vai doer menos para você se levantar da cadeira ou para se virar na cama. 

Minha barriga está muito esquisita. Posso usar cinta?

O uso da cinta pós-parto depende da orientação do seu médico. Muitas mulheres se sentem melhor com ela, principalmente para aliviar uma sensação estranha, ao se virar na cama, de que os órgãos do corpo estão meio soltos dentro da cavidade abdominal. 

A cinta também dá uma sensação de segurança. Mas existem médicos que são contra seu uso. Não existe nenhuma prova científica de que a cinta colabore na aparência da barriga depois do parto. 

Como é a cicatriz da cesariana? Como cuidar do corte?

A grande maioria das cesarianas atuais é feita com um corte na região do baixo ventre, o que significa que a cicatriz se estenderá horizontalmente bem na marca do biquíni, ou até um pouco abaixo. Logo depois do parto, ela vai ter uma aparência bem avermelhada, mas, com o passar das semanas e dos meses, vai gradualmente clareando. 

A retirada dos pontos costuma acontecer de uma semana a dez dias depois do parto. É um processo que não dói. Antes disso, você vai poder lavar o corte com água e sabão normalmente durante o banho. 

Procure o médico se você observar: 
  • Vermelhidão ou sensação de "quentura" no corte
  • Líquido vazando do corte
  • Febre (mesmo que o corte pareça estar cicatrizando bem)


É normal que alguma parte da sua barriga fique meio adormecida. O corte da cesariana afeta alguns nervos. A sensibilidade pode demorar alguns meses para voltar. Em caso de dúvida, converse com o médico. 

Aproximadamente um ano ou dois após a cesárea, a cicatriz deve ter um aspecto mais parecido com a cor da pele (dependendo da sua tez) --, até um pouco mais clara, ela praticamente vai sumir. Alguns homeopatas recomendam o uso de arnica nos dias seguintes ao parto para auxiliar na cicatrização, mas não deixe de checar com seu médico antes de passar qualquer coisa. 

Quando vou poder voltar à vida normal?

O médico deve recomendar que você evite dirigir por cerca de um mês (embora haja obstetras mais liberais quanto a essa restrição), já que as manobras do corpo provocam dores e uma freada repentina poderia ser bastante dolorida. 

Nas primeiras seis semanas após o parto, não levante peso. Se tiver um filho mais velho louco por um colo, procure só segurá-lo quando estiver sentada. Considere o peso do bebê como o máximo permitido para você carregar. 

Exercícios físicos mais intensos também devem ser evitados até de seis a oito semanas após o parto, mas logo que se sentir melhor você já pode dar umas voltas a pé. 

vida sexual pode ser retomada quando o médico der o sinal verde, normalmente cerca de 40 dias depois do parto. Mas às vezes a mulher demora para voltar a ter vontade. 

Se eu engravidar de novo, vou ter que passar por outra cesariana?

Não necessariamente. Quem teve cesárea consegue ter um parto vaginal na vez seguintena maioria das vezes. Se a cesariana ocorreu devido a um fator isolado, como, por exemplo, o bebê estar fora da posição ideal ou um estado de pré-eclâmpsia, você tem todas as chances de um parto normal na próxima gestação, se desejar. 

Os médicos tendem a ser mais cautelosos no caso de parto normal depois de cesariana por causa de um pequeno risco -- geralmente estimado em menos de 1 por cento -- de que a cicatriz do útero se rompa durante as contrações do trabalho de parto. O risco é maior se a mulher tiver passado por várias cesarianas.