quinta-feira, 7 de abril de 2016

Separação: 4 dicas para que seu filho não seja a vítima

Você já experimentou se colocar no lugar do filho, quando o assunto é separação? Quando eu era pequena sentia muito medo dos meus pais se separarem. E olha que isso na época nem era muito comum. Qualquer discussão em um tom de voz mais alto, já era motivo para eu ficar em alerta. Isso acontece com as crianças. A segurança que elas conhecem está relacionada com o pai e a mãe juntos e a possibilidade de mudança pode levá-las a ter medos infundados.

Como lidar com a separação
IRA, TRISTEZA, SUSTO, PREOCUPAÇÃO, CONFUSÃO, AMEAÇA, INFELICIDADE, CULPA
Essas são apenas algumas palavras que eu poderia citar para representar o que um filho pode sentir ao perceber que os pais estão se separando. Isso mesmo! Uma separação problemática pode provocar também insônia, dores de cabeça, febres, dores na barriga, baixa no rendimento escolar, agressividade, etc..
O andamento da separação é que vai determinar se esses sentimentos irão se desfazer ou ficar tão intensos ao ponto de prejudicar a saúde da criança. Uma separação precisa ser conduzida levando em conta o respeito pelos envolvidos, principalmente as crianças. Elas são anteninhas ligadas que captam tudo e podem não entender direito o que estão ouvindo ou vendo. Por isso é fundamental observar como os pequenos estão reagindo à mudança eminente na sua vida e na vida da família. Afinal, uma separação entre casais não é o fim do mundo. Pode sim ser uma boa solução!
É possível conduzir esse processo sem trazer prejuízo para os pequenos. Um olhar carinhoso e cuidadoso faz toda a diferença, e isso mãe, você sabe fazer.
Então, veja essas dicas:
1- Faça o exercício de se colocar no lugar do seu filho
Experimente se colocar no lugar do seu filho. Feche os olhos e pense em como ele se sente ao perceber que, de repente, todo o seu mundo está ameaçado por uma mudança que ele não deseja. Talvez você já tenha vivido essa situação. E quem vai fazer essa mudança são as duas pessoas que ele mais ama. Esse exercício vai te aproximar mais do seu filho. Lembre-se, as crianças não entendem todas as condutas que os adultos precisam assumir para resolver os problemas. Nenhuma criança quer ver os pais separados.
Então não se esqueça que seu filho é uma criança e que não entende o que está acontecendo, ele apenas não quer perder as pessoas que ele mais ama. Você poderá fazê-lo entender que nem tudo é como parece ser. Mudanças podem ser necessárias para melhorar as nossas vidas e nos deixar mais felizes.
2- Comunique a separação ao filho, assim que a situação for definida
Se possível, o casal deve contar juntos a verdade: os pais estão separados. Explique para ele que essa separação diz respeito apenas ao casal. O amor que os pais têm pelo filho não muda em nada. Comunicar a separação evita que os pequenos fiquem fantasiando sobre o que estão percebendo e que criem uma ideia errada das mudanças que certamente irão ocorrer. A criança reage melhor se sabe o que está por vir.
3- Deixe seu filho expressar o que está sentindo
Escolha alguns momentos do seu dia para conversar com seu filho, olhando nos olhos dele. Sem reservas. Deixe que ele coloque suas dúvidas e medos. Responda as perguntas com clareza, sem mencionar fatos que não lhe dizem respeito, como por exemplo, valor de pensão, divisão de bens, etc.. Se ele quiser chorar, acolha-o. Esses momentos serão fundamentais para que seu filho se sinta fortalecido e perceba que tem o seu amor.
4- Não fale mal do cônjuge
Falar mal um do outro é a pior postura que os casais em processo de separação podem adotar. Isso faz muito mal para o filho e, inclusive, já é considerado crime – alienação parental. Os filhos amam o pai e a mãe e não podem ser usados para vinganças afetivas. Uma postura dessas adoece os pequenos.
COMPREENSÃO, AMIZADE, CONFIANÇA, COMPANHEIRISMO, SEGURANÇA, CARINHO
Essas são apenas algumas palavras que eu poderia citar para representar o que um filho pode sentir ao perceber que os pais estão se separando de maneira bem conduzida e amigável.
A separação entre casais pode ser um dos caminhos para que cada um encontre a felicidade. Embora não seja fácil pra nenhum membro da família, os pequenos costumam sofrer mais. Para eles a separação indica perdas e até abandono. É fundamental amparar, acolher os filhos nesse momento. Você verá que, aos poucos, eles irão vencendo os medos e se tornarão grandes aliados nessa nova etapa da vida.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Como colocar limite e lidar com birras

O limite é uma experiência afetiva que atinge tanto pais quanto filhos. Ninguém sai ileso. Pode ser difícil mesmo dizer um “não”. Você, mãe, já deve ter vivido essa situação. Sentimos pena, hesitamos e, às vezes, acabamos cedendo. A criança percebe tudo, inclusive nossa insegurança. E nesse momento, sua lógica é implacável! Em um supermercado, por exemplo, ela pode tentar usar a birra para conseguir algo que deseja: “Se eu gritar, ela vai me consentir”. É o que chamamos de compensação explícita. Quem já não precisou lidar com uma birra dos pequenos? E, é claro, em local público!?!

Limite e birra
Agora, leia essas afirmativas com atenção. Você concorda com elas?
  • Falta de limite resulta em criminalidade.
  • Frustrar é altamente saudável.
  • A falta de limite é o pior estado de angústia.
  • Ao estabelecer um limite é preciso sustentar.
  • A frustração é necessária para constituição do ser humano.
À primeira vista podem parecer duras, mas é a pura verdade. Se você, mãe concorda com as afirmativas acima, então está no caminho certo na tarefa de colocar limites nos filhos e possibilitar que eles respondam pelos próprios erros e comecem assim, a construir sua autonomia.
Para criar os filhos não tem receita pronta e atualmente é mais difícil do que parece. A configuração da família mudou, é o que podemos chamar de família “mosaico” e as referências ficaram mais diluídas entre família, amigos, escola e, principalmente, mídia. O imperativo é que tudo pode! Pais e escola não têm mais a autoridade de antigamente. Mas nós sabemos, mãe, que não é bem assim. Tudo tem consequência, isso é comum para todo mundo inclusive para os filhos.
Diante disso, a mãe precisa ter em mente os três princípios a seguir:
  1. Toda autoridade é construída pela palavra. É pela palavra que construímos as regras junto com os pequenos. Se eles são informados, é legítimo cobrá-las e exigir que sejam respeitadas. Afinal, mãe, todo limite que você coloca para seu filho é para o bem dele e seu também.
  2. É preciso sustentar o limite. Ao sustentar o limite que você colocou para seu filho e ele sabe o porquê, você passa para seu pequeno a segurança e confiança que irão ajudá-lo a vencer a frustração do “não”. Para as regras não tem negociação. Cumprí-las significa transmitir para o filho o cuidado e a responsabilidade com a moral, os valores, a saúde e a segurança, muitas vezes, até de outras pessoas.
  3. Quando a regra não é cumprida, há que se ter alguma perda.
    A criança vai se constituindo através das referências que os pais passam para ela. Imagina como o filho vai se sentir ao perceber que, ao não cumprir as regras, fica tudo bem. Isso pode ser muito perigoso! Lembre-se, nada é sem consequência A autonomia é responder pelos próprios erros e sua construção é um processo, nunca para, nem quando adultos. Que tipo de perda seu filho pode ter é você quem vai decidir, claro que com coerência. Posso dar alguns exemplos: não fez o Para Casa? Então não tem TV. Há um ditado popular que ilustra isso muito bem: “De pequenino é que se torce o pepino.”

Morte: como ajudar seu filho a lidar com o luto

O que fazer quando morre alguém muito próximo da criança?
A morte é a única certeza que temos na vida. Em algum momento, teremos que enfrentá-la e nossos pequenos não serão poupados. Outro dia assisti o filme Corajosos e fiquei bastante impressionada com a fala de um dos protagonistas: “Aprender a viver sem um ente querido é como aprender a viver com a amputação”. Perder alguém que amamos é realmente um sofrimento imensurável e pode acontecer a qualquer momento com qualquer um de nós. Por isso, é necessário refletir se estamos, de fato, educando nossos filhos para vencer os desafios da vida, nesse caso, lidar com a morte.
Como lidar com a morte
Mesmo tendo a certeza que o fim de cada ser vivo é morrer, costumamos evitar falar sobre esse assunto, principalmente com as crianças. Transformar a morte em tabu, em assunto proibido, não vai ajudar a lidar com a perda de um ente querido. O mais sensato é tratar a morte como algo natural da vida. E como fazer isso?
Em sala de aula, tive alunos que perderam entes queridos. E acredite, não é uma situação fácil! Nesses momentos é preciso reconhecer que a dor da criança é real e ela precisa de amparo e compreensão. As crianças sofrem e cada uma, dependendo da idade e do jeito de ser, demonstra sua dor de uma maneira. A criança muito pequena, por exemplo, não vai entender a permanência da morte e vai esperar que o ente querido volte a qualquer momento. Já a criança maior vai conseguir chegar à conclusão que um dia a morte chegará para cada um. Cabe a nós, adultos, adotar atitudes que irão ajudá-las a lidar melhor com esses sentimentos. Afinal, é natural sofrer pela perda de alguém amado, o importante é não deixar que essa dor se transforme em algo que vai fazer mal à saúde dos pequenos.
Então, como agir para que a criança saiba lidar com a perda de um ente querido e saia mais fortalecida emocionalmente dessa experiência?
Uma atitude que você pode adotar, agora, é incluir na biblioteca do seu filho histórias que tratam da morte de forma criativa, como, por exemplo, o clássico A Formiguinha e a Neve, A avó adormecida do italiano Roberto Parmeggiani, A Montanha Encantada dos Gansos Selvagens de Rubem Alves e Menina Lili de Ziraldo. Não espere acontecer o falecimento de alguém próximo para fazer isso. É muito importante que a criança tenha contato com esse assunto e uma boa maneira de fazer isso é pelas histórias.
Caso a perda, de fato, aconteça com alguém muito ligado ao seu filho, você poderá adotar algumas atitudes que permitirão a ele passar por esse sofrimento e pelo luto com mais conforto e sem traumas. Lembre-se que o adulto tem estratégias e amigos para passar por essa dor, mas a criança tem apenas os adultos para ajudá-la a passar por esse processo. Então, fique atenta, mãe! Seu filho pode apresentar mais irritabilidade, inapetência, tristeza e esses comportamentos pedem mais sua atenção. É hora de agir!
NO DIA DO VELÓRIO:
  • Leve seu filho ao velório, se ele desejar. Levar flores para colocar no caixão pode ser uma boa forma de despedida.
  • Deixe que assine no livro de presenças.
  • Não esconda sua tristeza do seu filho. Se ele perguntar o motivo do seu choro, explique que você está triste pois sentirá saudades da pessoa que morreu, já que ela não vai voltar mais.
  • Conte a verdade sobre a causa da morte, por exemplo, que estava doente, um acidente ou porque estava velhinho. Não dê detalhes, principalmente se a morte for trágica, com sofrimento.
  • Responda às perguntas do seu filho de maneira objetiva, por exemplo, se ele perguntar: “A gente também vai morrer?” Você poderá responder que sim, mas quando estiverem bem velhinhos.
  • Abraçar e beijar o falecido só deve acontecer se a criança quiser e se já tinha esse costume antes do falecimento.
  • Se a criança pedir pode deixá-la ver o rosto do falecido.
  • A morte é um fenômeno difícil de explicar, mas se a criança fizer perguntas sobre isso, responda de acordo com suas crenças.
COM O PASSAR DOS DIAS:
  • Se seu filho é uma criança muito ativa, leve-o para brincar mais vezes ao ar livre.
  • Se seu filho é mais quieto, fique mais tempo a sós com ele.
  • Procure manter a rotina.
  • Deixe seu filho falar, chorar, rir e brincar. Seja acolhedora! É importante que seu pequeno perceba que ele tem alguém para confortá-lo.
  • Vocês poderão construir juntos uma “Caixa de Memórias” ou um “Livro de Memórias” e guardar fotos e lembranças da pessoa que morreu.
Essas são atitudes concretas que ajudarão seu pequeno a aceitar a ausência do ente que se foi, sem criar fantasias sobre a morte. O importante é que você fique atenta ao comportamento do seu filho e respeite seu modo de lidar com a dor da perda. E lembre-se, não o obrigue a fazer nada que ele não queira.

terça-feira, 5 de abril de 2016

5 dicas para lidar com a TV na educação do seu filho

Qual é a influência da televisão no desenvolvimento do seu filho?
O que de fato ele tem assistido nesses programas infantis? O que é bom e o que é ruim? Você costuma assistir a esses programas com seu filho? O que ele assiste está de acordo com os valores da sua família?
Como lidar com a televisão na educação dos filhos
CUIDADO!
Saiba que deixar a criança na frente da televisão tem aspectos positivos e negativos. Por isso, é bom ficar atenta para decidir com segurança sobre o que e por quanto tempo seu filho vai ficar na frente da telinha.
Aspectos positivos no uso da TV
Assistir televisão possibilita à criança:
  • Compreender as histórias.
  • Construir narrativas.
  • Desenvolver a imaginação.
  • Ter referências únicas, mesmo que pertencendo a ambientes diferentes.
  • Aumentar o repertório de brincadeiras, canções e histórias.
  • Aos 4 e 5 anos, ter uma noção do início e término dos programas (noção de tempo).
  • Conhecer culturas diferentes.
A televisão é a principal companhia de muitas crianças e vários canais têm sua programação totalmente dedicada exclusivamente à elas. Desenhos, novelas e filmes são apenas alguns dos programas produzidos para atrair a atenção dos pequenos e mantê-los em frente ao aparelho por horas. Cabe a você, mãe, ficar de olho e não permitir que a telinha invada a vida do seu filho de tal maneira que, como diz Branca Maria de Paula no livro Truques Coloridos, “As crianças acham que ele é o maior mágico do mundo. As crianças e milhares de pessoas que vivem por aí. Vivem caladinhas, prestando atenção, sem fazer nada, só vendo, sem fazer nada, só respirando… televisão.”
Aspectos negativos no uso da TV
Assistir televisão pode levar a criança a desenvolver:
  • Tendência à imitação
  • Submissão
  • Isolamento ou apatia
  • Agressividade
  • Atividade sexual precoce
  • Diminuição da comunicação familiar
  • Insônia
  • Obesidade
  • Consumismo
  • A criança até 2 anos que fica muito tempo diante da TV pode ter o desenvolvimento da visão periférica comprometida.
Diante disso, fique alerta para os programas que seu filho assiste. Veja 5 dicas que irão te ajudar a fazer da TV uma aliada na criação do seu filho!
Dicas para você começar hoje
1) Limite o uso da TV a uma hora ou no máximo a duas horas por dia e lembre-se de escolher um programa de boa qualidade. Para isso, procure conhecer os programas que seu filho gosta de assistir. Você pode fazer isso nos finais de semana ou gravá-los para assistir depois.
2) Selecione os programas que você assiste quando as crianças estiverem por perto. Lembre-se: educamos pelo exemplo.
3) Não faça da TV o ponto central da sua casa. Apenas um aparelho em casa é o suficiente. Essa dica é importante! Na minha casa, por exemplo, só temos um aparelho.
4) Procure assistir alguns dos programas com seu filho e o ensine a ter opiniões críticas sobre o que assiste.
5) Não perca a oportunidade de estar com seu filho. Mas se for para escolher entre a TV ou uma brincadeira, prefira brincar com ele. Vai ser mais divertido!
Você deve estar se perguntando como poderá acompanhar os programas que seu filho assiste com essa falta de tempo e correria. Mas, é fundamental que você saiba o que seu filho anda assistindo. Não perca tempo! Pesquise, leia, converse com outra pessoas, procure dentro da sua rotina uma forma de conhecer que tipo de informação a TV está transmitindo para seu filho. Afinal, você não quer permitir que a TV molde os valores, as crenças e o comportamento do seu filho!
POR : Cristina Cançado

Usar manta para segurar o bebê é errado?

Você enrola seu bebê em manta?

Muitas pessoas acreditam que enrolar os bebês em mantas é coisa do passado e que essa prática traz para eles, na verdade, calor e desconforto. No entanto, não é bem assim.
Tenho visto bebês recém-nascidos vestidos com roupinhas muito leves sendo segurados nos colos das mamães, papais, titios, primos, avós… Mesmo segurando com toda a delicadeza, é possível perceber o incômodo das pessoas que estão com eles nos braços e também dos bebês que muitas vezes é mostrado através do choro.
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É isso mesmo! O bebê começa a chorar e todas as tentativas para acalentá-lo são em vão. O que era para ser um momento agradável em família se transforma em desconforto e mal estar. Foi exatamente essa situação que eu e minha irmã vivenciamos ao visitar uma prima e seu bebê de trinta e cinco dias e que me inspirou a escrever este artigo: o bebê estava deitado na cama vestido com uma roupinha bem leve devido ao forte calor que fazia. Assim que a mãe pegou o filho no colo, ele começou a chorar. Ela ofereceu o peito, mudou a posição de segurá-lo, colocou de volta na cama e nada o acalentava. Então minha irmã pediu licença para a mãe, enrolou o pequeno em um lençol de algodão e o segurou nos braços. Ele foi se acalmando e dormiu!
Se isso tem acontecido com seu filho, experimente envolvê-lo em uma manta de maneira delicada, mas firme. Os braços devem ficar em cima do peito. À medida que vai crescendo eles ficam mais soltos para não impedir os movimentos. Você vai ver que aquele aconchego, além de acalmar o bebê, também traz mais segurança para quem vai segurá-lo nos braços.
Aprendi a envolver meus filhos em mantas com a minha mãe. Eu também cobria uma das pontas da manta com um tecido triangular, chamado vira manta. Esse tecido era leve e enfeitado com bordados delicados para não incomodar o bebê. Assim, formava-se uma espécie de capuz que protegia a cabeça e o pescoço. Ficava mais fácil segurar o bebê nos braços. Muitas vezes os ensinamentos das vovós são de grande valor e trazem muita sabedoria, não se esqueça disso!
Os tipos de manta variam de acordo com a temperatura e o gosto da mamãe. Os meus filhos tinham mantas para serem usadas em diversas situações. Se estava frio as melhores eram as de flanela. Se estava calor era a vez das de malha ou as chamadas “dupla face”: de um lado lese e do outro fustão. Sempre usei e recomendo. Não tenha medo e nem pense que você está fora de moda enrolar seu bebê em uma manta, principalmente quando alguém for segurá-lo nos braços e na hora de dormir. O importante é envolver o bebê confortavelmente e permitir que ele se sinta seguro e acolhido.
À medida que seu filho cresce, a manta vai sendo retirada. Vai depender de cada bebê, mas costuma ser por volta dos dois ou três meses.
Se o choro e incômodo do seu filho persistirem, mesmo depois de enroladinho na manta, é melhor ficar atenta para a possibilidade de procurar o pediatra.

domingo, 3 de abril de 2016

7 Dicas Simples Para Tornar as Viagens com Seus Filhos Inesquecíveis

Algumas das lembranças mais marcantes e inesquecíveis da infância que guardamos são de viagens em família. Pense agora em uma viagem que você fez com seus pais e que você se recorda até hoje? É incrível pensar que as lembranças de viagens que seu filho irá levar por toda a vida estão sendo construídas hoje e cabe a você proporcionar a ele esses momentos.

Para isso é preciso ter atenção a alguns detalhes simples e muito importantes para planejar sua viagem com as crianças. Essas 7 dicas que preparei para você são fundamentais e podem definir se a sua viagem em família será lembrada por bons momentos de alegria ou por momentos de conflito e desconforto.
Se você quer que suas viagens em família sejam experiências significativas e repletas de boas lembranças para você e para seus pequenos, então é fundamental pensar nos detalhes. Então vamos lá!

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7 dicas para tornar a viagem inesquecível

1- Escolhendo o destino

– O local escolhido deve ser compatível com a idade das crianças. Filas enormes, por exemplo, não combinam com crianças. Isso poderá deixá-las entediadas.
–  Os excessos de frio ou calor podem trazer grandes incômodos para as crianças. Aqui na minha casa, por exemplo, viajamos poucas vezes para praias. A minha filha tem alergia ao calor intenso e a água salgada trazia imenso desconforto. Então cada viagem à praia precisava ser planejada com cuidado para que não fosse uma experiência ruim.
– Procure informações sobre o local escolhido e faça um roteiro com todos os lugares que vocês desejam visitar e adequar à quantidade de dias que vocês pretendem ficar. Saber de todas as atividades, o que tem para fazer e se programar.
– Converse com seu filho sobre a viagem, conte o nome do lugar, o que tem de interessante e o que vocês irão fazer, independente da idade dele. Se ele for maior, poderá dar sugestões também.

2-  Fazendo as malas:

– Fazer as malas com antecedência para evitar estresse e levar em conta o destino escolhido.
– Fazer uma lista ajuda a levar o que é necessário para a quantidade de dias de viagem e  não deixar algo importante para trás.
– Roupas e calçados adequados ao clima. Lembre-se de levar algumas peças a mais.
– Remédios necessários para cada um.
– Material de higiene.
– Sacolas para separar a roupa suja.
– Brinquedos são importantes para que a criança possa se divertir durante o trajeto e durante os dias da viagem. Leve os preferidos do seu filho e que sejam fáceis de transportar. Se ele é maior, ajude-o a escolher. É bom levar um brinquedo surpresa, no caso de um estresse,  um imprevisto ligado a tempo de espera ou mesmo para agradar seu filho. Inclua os livros também, afinal ler ou contar histórias  vale também durante os passeios fora de casa.
– Bagagem de mão: Leve água e lanche para para todos. Biscoitos salgados e frutas são indicados, pois além de sudáveis são mais duráveis. Coloque também remédios (se estiver em uso), uma muda de roupa, alguns brinquedos, e material de higiene para todos.

3- Durante a viagem:

– Não esqueça a bagagem de mão. Certamente você irá precisar dela.
– Comece a tirar fotos. Registrar o trajeto da viagem poderá trazer imagens bonitas da paisagem, da família e  lembranças significativas de acontecimentos que não estavam previstos..
– Chame a atenção do seu filho para curiosidades do trajeto. A paisagem, as pessoas, o meio de transporte… Esses momentos, além de muitas aprendizagens, proporcionam também diversão e, claro, boas lembranças.
– Conte, leia e ouça histórias, cante, brinque, ouça músicas, conversem, tirem uma soneca, fiquem em silêncio, enfim, curtam o trajeto e se divirtam. Boas lembranças virão também desse momento.

4- No destino:

– Depois de retirar a bagagem e se instalarem no local, fique um tempo com seu filho para que ele se acostume ao novo ambiente. Dê uma volta com ele pelo local, relembre o nome lugar em que estão e fale um breve resumo do que vão fazer. Esse tempo com você deixa a criança mais segura para se adaptar ao novo ambiente. Se seu filho é bebê, então faça esse passeio com ele nos braços.
– Procure manter a rotina nos horários de se alimentar e dormir.
– Observe a criança: se está gostando, se cansando demais, se alimentando bem, tomando água, indo ao banheiro regularmente, brincando, se divertindo. É claro que uma viagem altera a rotina de todos, mas mude  os planos se você perceber que a viagem não está agradando.

5- Algumas sugestões de destinos apropriados para crianças:

– Prefira as praias mais vazias, com mar mais calmo e planeje o passeio bem cedo, por causa do sol e das marés.
– Hotéis fazenda e resorts com programação para crianças.
– Se a criança tem pelo menos 3 anos, acampamentos também são boas escolhas.
– Casa de parentes e amigos.

6- Lembranças das viagens

Trazer uma lembrança da viagem poderá dar início a uma coleção feita em família. Cartão postal, conchas, souveniers, albúm de fotos são algumas possibilidades. Escolham juntos o que levar para casa de lembrança.

7- Sugestões de brincadeiras para se fazer durante a viagem:

– Ler e contar e criar histórias.
– Recitar poemas.
– Recitar parlendas.
– Cantar alto, baixinho, rápido, devagar, fazendo voz de gigante, voz de bruxa, de formiga (pergunta para seu filho como é que podemos fazer essas vozes)
– Fazer adivinhas.
– Falar  trava línguas.
– Palavra musical – Uma pessoa fala uma palavra e os outros terão que cantar uma música com aquela palavra. Quem cantar primeiro e acertar, será o próximo a falar.
– Inventar rimas – Cada vez um escolhe a palavra para fazer rimas. Rimas com os nomes de vocês, com o destino da viagem, com o meio de transporte e muito mais.
Ex.: avião rima  com…  mão
carro rima com… amarro
praia rima com… saia
areia rima com…aveia
mala rima com… sala
– Fazer toalha rendada com papel.
Viajar em família deixa lembranças e muitas histórias para contar. Mas, para que a viagem seja mesmo uma boa ideia, vale planejar com cuidado cada detalhe. Afinal, imprevistos podem acontecer e com o planejamento em dia, fica mais fácil replanejar, evitar o estresse e fazer a viagem ser um sucesso.
Então, Boa viagem!