quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

7 Dicas importantes para o sono dos gêmeos!

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Vou confessar algo a vocês: quando recebi a notícia de minha gravidez, secretamente eu torcia para que fossem gêmeos. Meu sonho sempre foi ser mãe de duas crianças, e, como eu sabia que aquela seria minha única gestação, passava horas sonhando com o fato de serem dois bebês, de uma única vez. Mas aí Catarina nasceu, e eu descobri que não tinha a menor habilidade para ser mãe de dois pequeninos. Porque se com a pequena, que dormia muito mal, eu já tinha que me virar em trinta para dar conta de tudo (com as olheiras no meio da bochecha, de tanto cansaço), imagine o que faria se tivesse mais uma? Eu, pelo menos, só teria conseguido com muita ajuda!
Por isso tenho uma profunda admiração pelas mães de gêmeos: se nós, que temos um só, ficamos exaustas nos primeiros meses do bebê, imaginem elas? Quando ambos dormem ao mesmo tempo, deve ser uma sensação de felicidade tão grande, que não deve caber no peito! Mas acredito que não seja uma proeza tão fácil de ser conseguida – por isso, no post de hoje, nossa querida consultora de sono, Michele Melão, teve a ideia de falar sobre o assunto e trazer dicas práticas para melhorar o sono dos múltiplos. Vale a pena conferir e compartilhar com aquela amiga que já é ou será mãe de dois (ou três, ou quatro…).
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Por Michele Melão
Tenho recebido muitas perguntas e feito diversas consultorias para melhorar o sono dos gêmeos. Se fazer um bebê dormir já é um desafio, imaginem só quando são dois, ou mesmo três bebês! Parecem até que eles gostam de revezar: quando um dorme, o outro acorda! Meu post de hoje é para ajudar estas famílias que já passaram por um turbilhão de emoções durante a  gestação múltipla, e que estão perdidas para dar conta do sono, higiene, atividades e alimentação dos seus pequenos.
Imagem: 123RF
Imagem: 123RF
Ruído Branco!
Para bebês de até 4 meses, eu sempre recomendo o uso do ruído branco – e, para gêmeos, ele é extremamente importante, especialmente no sono diurno. Este som serve para lembrar o barulho que os bebês tinham no útero e abafar os sons externos. No caso dos gêmeos, ele serve também para abafar o som dentro do quarto dos pequeninos. Muitos bebês choram, reclamam e balbuciam enquanto dormem, e se o irmão tiver um sono leve, o ruído branco será uma ótima ferramenta.

Não mude o ambiente de sono dos gêmeos!
Durante a gestação, as famílias precisam decidir qual será o ambiente de sono dos filhotes. Dormirão no mesmo quarto? No mesmo berço? Em berços separados? Com ruído branco? No escuro total? Sonecas separadas e sono noturno juntos? As crianças geralmente se adaptam aos hábitos em que são inseridas, então o ideal é planejar e fazer sempre da mesma forma, desde o início. Os bebês se acostumam com a companhia um do outro, com os sons, com o cheiro e, qualquer mudança que acontecer, especialmente depois dos 2 meses de vida, pode causar uma regressão no padrão de sono. Não existe uma regra, mas certamente o que funciona melhor para qualquer família é começar o hábito de sono como é a sua intenção de mantê-lo.

Mantenha uma rotina!
Se a rotina é importante para um bebê, imagine só quando a mãe precisa cuidar de dois ou mais? Ter hora para dormir, comer, higiene e atividades é primordial para famílias com múltiplos.
Tente começar a manhã no mesmo horário, com um intervalo de no máximo 15 minutos de diferença entre os bebês. O ideal é ter uma agenda onde você possa anotar o tempo de soneca, quantas fazem por dia, e onde exista um momento certo para alimentação e higiene, terminando o dia sempre da mesma forma. Além da organização do tempo, dar previsibilidade aos pequenos ajudará nos cuidados diários, pois ficará mais fácil entender as necessidades de cada um.

Ensine seus bebês a dormirem!
A partir dos 4 meses, você já pode começar a ensinar seu filho a dormir. Com gêmeos, essa é uma atitude que precisa acontecer, porque a família precisa descansar e ter noites de sono restauradoras. Ninar dois bebês ou deixar que mamem até dormir são alguns dos erros que cometemos e que geram um hábito de sono difícil de ser manejado. A partir da 16ª semana, comece a colocar seus filhos no berço ainda acordados e os encoraje a dormir. Ajude um pouco, por alguns dias, com carinho, porém vá aos poucos diminuindo esse conforto, até que eles consigam adormecer sozinhos. O desenvolvimento da habilidade de auto-conforto é o mais importante para que o bebê durma por mais horas, porém só acontece se os pais oferecerem esta oportunidade para as crianças.

Ajuste a idade deles para o sono!
Geralmente gêmeos não nascem a termo. Se os bebês nascerem de 35 semanas, por exemplo, considere o hábito de sono sempre ajustado para 5 semanas antes, ou seja, comece a colocar seu bebê no berço ainda acordado, para que ele aprenda a dormir sozinho, a partir da 21ª semana de vida. Além disso, considere o peso de seus filhos. Para desenvolver essa habilidade com mais facilidade, eles precisam ter perto de 6kg.

Identifique o comportamento dos bebês para o sono!
Sempre existe uma das crianças que tem um sono mais sensível. Suas anotações vão ajudar muito a identificar esse temperamento. Se um dos seus filhos tiver mudanças significativas no sono com qualquer mudança nas atividades diárias, tente manter a rotina, especialmente deste bebê, mais rígida. Não deixe que ele passe do ponto e não tente adiantar as sonecas ou o início da noite. E como descobrir a hora certa para dormir? Veja nas anotações a janela de sono do seu bebê (quanto tempo ele passa acordado antes de apresentar sinais de cansaço) e comece a montar uma rotina de acordo com ela. Veja também as horas em que ele tem fome e ajuste a rotina às necessidades dele.

Regras que valem para todos!
A maioria das regras para bebês únicos servem para os gêmeos. Por isso, vale a pena lembrar algumas delas, especialmente as mais importantes:
– Diminua o ritmo da casa ao fim do dia. Depois das 19h, desligue TV, Ipad, celulares ou vídeos. Use luzes mais baixas na casa. Faça brincadeiras calmas, para que seus filhos entendam que chegou o fim do dia.
– Exponhas as crianças à luz natural durante o dia, entre as sonecas.
– Na hora de dormir, apague todas as luzes. Evite contato visual e tente não falar muito com os bebês, pois essas atitudes podem ser bastante estimulantes.
– Veja sempre a temperatura do quarto. Bebês são muito sensíveis ao frio ou calor. Lembre que, se eles dormem no mesmo berço, o calor pode aumentar.
– Evite cansar muito os bebês. Colocar duas crianças que passaram do ponto para dormir pode ser uma missão impossível, especialmente no fim do dia. O choro e a irritação de um vão estimular o outro a ficar da mesma forma (e mesmo com ajuda de outra pessoa, ficará difícil acalmá-los). Siga uma rotina mais rígida nos horários e acompanhe atentamente a janela de sono, para que não aconteça o efeito vulcânico.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

 Thata Tagarela

Vamos Falar de Coco foto de capaQuando nasce um bebê, nasce uma mãe… bem, pelo menos nasce uma analista de cocô! Cocô é um dos assuntos mais falados entre as rodinhas de mãe: cor, consistência, quantidade, falta dele etc. Qualquer coisinha que aparenta estar fora do normal é questão de preocupação para as mães. E não tem tempo ruim, dá para falar de cocô pelo telefone, pelo what’s app, pessoalmente e sim, durante a refeição, por que não? Deixa de ser algo nojento e passa a ser algo tão natural do nosso dia a dia que, nós mães (e alguns pais também, ufa), olhamos o cocô com outros olhos.
Vou confessar que aqui em casa eu sempre fui imune ao cheiro, desde a primeira caquinha! Nunca senti e quando sentia não me incomodava. Já o Papai tagarela sofreu com os mau cheiros no início, ele admite isso, mas hoje em dia é totalmente imune também. E olha que cocô de comida é bem pior do que cocô apenas de leite. Você mãe sabe muito bem do que eu estou falando, afinal aquele cheirinho de mamão no cocô que vem depois do seu anjinho comer da fruta não deixa ninguém mentir, não é?
A minha inspiração para escrever sobre esse assunto escatológico foi o diálogo que acabamos de ter e que eu vou transcrever logo abaixo.


Papai tagarela tinha acabado de trocar uma fralda (era turno dele) e eu perguntei como uma boa mãe preocupada:
-Como estava o cocô?
-Normal.
-Mas tava macio, seco tipo bolinha ou mole?
-Tava bolinha, mas não seco…
-Mas bolinha macia?
-Eram duas bolas e estavam levemente cremosas.
-Mas era muita coisa? Porque já é o quinto dele hoje! Mas o primeiro foram apenas duas microbolinhas pretas e bem secas. Foi amaciando conforme foi passando o dia.
-Não era muita coisa, mas não era pouca também. Quantidade aceitável.
-Mas e o cheiro? Tinha cheiro de quê?
-Tava parecendo que comeu um gambá.
-Jura? Será que ele não está fazendo uma boa digestão? Acha que devemos dar um probiótico para ele?
E esse diálogo se repete quase que diariamente aqui em casa. E a partir do cocô decidimos como anda a saúde do nosso filho.
Para vocês verem como filhos mudam a vida da gente. Antes deles, falávamos de vinhos, filmes, viagens e agora falamos de cocô!
Bjs,Thata
Foto: Mommypotamus

Preparativos

5 coisas que você deve providenciar (para você!) antes do nascimento do bebê


Esses dias eu recebi um e-mail de uma leitora com uma sugestão de pauta bem interessante: falar aqui no blog sobre as coisas que as mães precisam providenciar para elas mesmas, antes do nascimento do bebê. Eu adorei a ideia! Como já comentei com vocês, Catarina resolveu antecipar um pouco sua chegada – certamente, se eu tivesse pensado nesses detalhes antes do parto (pensei em alguns, mas não em todos), meu retorno para a casa com a pequena teria sido mais tranquilo. Além disso, sempre ouvimos o quanto é importante cuidar dos preparativos relacionados ao bebê durante a gestação – como enxoval, quartinho, cadeirinha do carro, carrinho, entre outros itens. Mas pouco se fala sobre aquilo que as mães também precisam preparar com antecedência, pensando nelas mesmas.
Por isso, no post de hoje, fiz uma listinha de 5 pontos que eu acho essenciais para toda futura mamãe e resolvi compartilhar com vocês. Se você está grávida, vem ver e anote as dicas – acho que elas poderão ajudá-la bastante no pós-parto. E se você já é mãe, compartilhe sua experiência e complete a lista, contando aquilo que você gostaria de ter providenciado antes do nascimento do bebê, mas esqueceu!
preparativos para a mae
1) Compre roupas confortáveis: na hora de comprar as roupinhas do bebê, nós enlouquecemos com tantas opções fofas! Mas também devemos nos lembrar de investir em algumas peças para nós (o que vai muito além dos sutiãs de amamentação). Roupas confortáveis e blusas com abertura frontal, que permitem amamentar o pequeno com facilidade, são fundamentais. Assim como compramos macacões, bodies e culotes para o bebê usar no dia-a-dia, também precisamos pensar em itens que vão nos deixar à vontade após o parto. Inclua o que mais precisar nessa lista: pijamas e até mesmo algumas opções para passear. Acredite: isso faz toda a diferença!
2) Faça um pequeno estoque de produtos: sabe aquele shampoo que você adora, aquela máscara de hidratação que deixa os fios macios em poucos instantes durante o banho ou mesmo o creme que você não vive sem? Pois é, faça um pequeno estoque com os produtosque são essenciais para você. Isso evitará que o marido saia para comprar um item e volte com outro (quem nunca?). Além disso, esse é mais um motivo para você se animar, se cuidar no pós-parto e recuperar sua autoestima!
3) Busque itens que vão ajudá-la na amamentação: não se esqueça de alguns produtos que podem facilitar (e muito!) esse momento com o seu filho! Vale comprar ou emprestar uma bomba para tirar leite (eu achei que elas não teriam utilidade, mas depois de começar a amamentar, percebi que ela pode ajudar em diversos momentos), conchas para os seios, sutiãs e roupas específicas para a amamentação. Opte sempre pelo conforto e faça tudo com calma. Garantindo que você adquiriu tudo o que precisa, não ficará nervosa quando o bebê vier ao mundo. Isso também contribuirá para o sucesso do aleitamento!
4) Procure ajuda para os serviços domésticos: durante o pós-parto, você estará se recuperando e cuidando de um bebê pequeno, que precisa constantemente da sua presença. Dessa maneira, será muito difícil cuidar de todas as tarefas da casa – lavar roupas, banheiros, tirar o pó da casa. Então, a melhor coisa a se fazer é conversar com o seu parceiro antes do nascimento do bebê e decidir como ficarão as tarefas do dia-a-dia. Se o orçamento familiar permitir, contrate uma faxineira para ajudá-la alguns dias na semana. Caso contrário, combine com seu marido que você precisará de ajuda e que ele deverá assumir a maior parte dos serviços da casa por um período.
5) Pense na sua alimentação: assim como nas tarefas domésticas, será muito bem-vindo um auxílio para cozinhar no pós-parto. Lembre-se de que se alimentar bem é essencial – até mesmo para garantir o sucesso na amamentação. Por isso, combine com sua mãe, sogra ou mesmo uma amiga próxima para que ela abasteça sua geladeira (comidinha de avó é uma delícia!). Se não for uma pessoa tão íntima, você pode dar uma ajuda de custo para quem oferecerá ajuda e, em troca, receber pequenas porções de comida (até mesmo congeladas, que quebram um galho!). Outra dica bacana, para quem mora em cidades com esse serviço, é usar e abusar do delivery (assim você recebe em casa compras do supermercado, da frutaria, do açougue…). Prepare antes o máximo que puder, para receber o bebê com muita tranquilidade e não ter surpresas desagradáveis – assim, você gastará energia com o que realmente importa: cuidar do seu pequeno!

Preparativos

7 coisas que ninguém te contou sobre uma cesariana

 Existe um assunto sobre o qual eu raramente falo aqui no blog: o parto de Catarina. Talvez porque essa seja uma daquelas questões relacionadas à maternidade em que sempre existe alguém para dizer que você fez tudo errado: se optou por um parto em casa, pode ser taxada de louca; se teve um parto normal no hospital, terá que ouvir que provavelmente não foi humanizado; e se passou por uma cesariana, então, provavelmente não se esforçou o bastante para parir do jeito certo.
Pois Catarina nasceu por um parto cesárea, e eu não tenho qualquer culpa relacionada a isso. Durante toda a gestação eu planejei um parto normal, e era também esse o posicionamento do meu obstetra (apesar de corrermos o risco da pequena nascer em pleno Natal, em nenhum momento houve pressão ou sugestão para que eu marcasse a cirurgia). Mas o fato é que, com o desenrolar do trabalho de parto, a cesariana acabou sendo decidida pela equipe médica: depois de seis horas de contrações fortíssimas, induzidas, em ainda tinha apenas 2,5 cm de dilatação, quase nada a mais do que o momento em que dei entrada no hospital (algum tempo depois de minha bolsa ter estourado).
Imagem: 123RF
Imagem: 123RF
Talvez por não ter planejado passar por uma cesárea, talvez por falta de informação mesmo, eu me lembro de ter estranhado muito algumas coisas que aconteceram durante o parto. Sabe quando você fica com aquela imagem de novela, em que de repente o bebê nasce e entra a trilha sonora que faz todo mundo chorar? Pois é, era tudo o que eu sabia sobre uma cesariana! Só que, pela televisão, você não sente o cheirinho de queimado do bisturi, nem repara que a mãe mal conseguiu segurar o bebê nessa hora. E se você também passou por esse tipo de parto, talvez se identifique com os itens que eu desconhecia:
– Ficar com os braços “amarrados”: assim como em qualquer outra cirurgia, os braços da paciente são posicionados abertos, perpendiculares ao corpo. Isso é necessário porque em um braço fica o manguito do aparelho que mede a pressão arterial e, no outro, o oxímetro (para avaliar o nível de oxigênio que chega até os dedos das mãos), além de um acesso venoso para receber soro e medicamentos. Confesso que essa foi a maior frustração que tive no momento do parto, porque colocaram Catarina colada no meu rosto, mas eu não conseguia pegá-la, abraçá-la, como eu havia sonhado (foi emocionante, claro, mas que mãe não quer pegar o filho no colo e não soltar mais?).
– Colocar uma sonda vesical: normalmente, antes mesmo da paciente ir para a sala de cirurgia, é colocada uma sonda. Esse procedimento é um pouco desconfortável (arde um pouquinho no canal da urina), mas é necessário, pois a bexiga precisa estar totalmente vazia no momento da cesárea, para diminuir os riscos de lesão nesse órgão. A sonda também pode ser colocada na sala cirúrgica, após a raquianestesia, sendo um processo menos dolorido (foi o meu caso). Há ainda alguns médicos que não pedem para colocar a sonda, mas somente para a mulher urinar antes da cirurgia (o problema de se fazer dessa forma é que, no pós-operatório, a mulher pode sentir vontade de fazer xixi e não conseguir eliminá-lo – e isso pode ser bem dolorido!). Nesses casos, é colocada uma sonda de alívio para eliminar a urina, que pode ser necessária por mais de uma vez durante as primeiras horas do pós-operatório.
– Pode demorar a segurar e amamentar seu bebê: isso é muito comum após uma cesariana, mas você pode (e deve) mudar isso, escolhendo bem o seu obstetra, pediatra e hospital. Alguns (poucos) serviços já mudaram sua rotina e prezam pelo contato pele a pele da mãe e do bebê após o nascimento e a amamentação na primeira hora de vida, tanto na sala de cirurgia como na de recuperação anestésica (embora eu tenha passado por uma cesariana, amamentei Catarina pouco depois do parto). A Organização Mundial da Saúde recomenda que o banho do bebê seja feito seis horas após o nascimento – e que, durante esse tempo, ele fique em companhia da mãe. Além disso, quando a criança nasce, ela fica em estado de alerta por cerca de uma hora – e este é o momento ideal para o bebê aprender a mamar.
– Demora para levantar e comer: você vai perceber que não é fácil amamentar praticamente deitada, sem poder se sentar, porém é assim que acontece em um pós-operatório de cesariana. A paciente deve ficar deitada por volta de seis horas para se recuperar da raquianestesia. Ao se levantar, precisa primeiro ficar um tempo sentada, e depois levantar e caminhar aos poucos, sempre com a ajuda de alguém da equipe de enfermagem (pois pode sentir tonturas, devido às alterações na pressão arterial). Também é importante mexer os pés e as pernas enquanto estiver deitada e caminhar (após as seis horas) para evitar trombose, uma complicação nas veias que pode acontecer em pós-operatórios, quando há longos períodos na cama. A espera de seis horas também vale para comer, por conta da recuperação da anestesia.
– Reações desagradáveis: como em qualquer outra cirurgia, a mulher pode sentir tonturas, enjoos e tremores no pós-operatório, por isso é necessário o tempo de repouso e de jejum. Também é comum sentir coceira, principalmente na face (que pode ser amenizada com medicação), ou ainda fortes dores de cabeça ao sentar ou levantar.
– Inchaços: inchaços nas mãos e nos pés são comuns nos primeiros dias após o parto (meu pé parecia uma bisnaguinha gigante!). Isso acontece porque a mãe retém muito líquido durante a gravidez e, no caso de quem passa por uma cesárea, soma-se a isso o fato de ficar mais tempo em repouso depois da cirurgia.
– Risco de infecção: como a cesárea é um procedimento cirúrgico, existe o risco de infecções. Aliás, eu tive inflamação de alguns pontos, porque fui o tipo de mãe “tigrona”, que acha que consegue fazer tudo sozinha (pegava peso, me esticava toda, abaixava e levantava sem levar em consideração que ainda estava com os pontos cirúrgicos, um horror!). Por isso, lembre-se de que é fundamental seguir à risca as recomendações dos médicos e enfermeiros sobre os cuidados com a cicatriz e os pontos e que manter sua saúde é mais importante do que nunca nesse momento – afinal, seu filho precisa de você!
A cesariana é um procedimento que evoluiu muito, sendo hoje mais segura do que antigamente. Mas, como vimos, não deixou de ser uma cirurgia, e, por isso, com alguns riscos. Ela é necessária em alguns casos (nos quais realmente salva vidas), mas vale a pena se informar e conversar bastante com seu médico. A melhor forma de nascimento é aquela onde a mãe e a família são informados corretamente e decidem junto com a equipe o melhor caminho para um nascimento saudável, seguro e que te satisfaça.


P.S. – Eu não disse que parto era um assunto polêmico? Lá no Facebook está rolando o maior bafafá com esse post! E antes que você chegue ao final pensando que minha experiência com a cesárea foi péssima, eu digo que, se necessário, repetiria sem problema algum! Houve coisas que me surpreendam? Sim, como eu relatei aqui. Elas acontecem em todas as cesarianas? Não (então se você está grávida, não é motivo para preocupação – é apenas o relato de uma experiência pessoal, que você pode usar para tirar todas as dúvidas com seu obstetra). Agora o principal: nada disso tirou o prazer de um dos momentos mais importantes da minha vida, que foi o nascimento da minha filha. Porque os possíveis desconfortos passam, e só fica o amor que você sente nessa hora.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Maternidade

10 regras para colocar em prática na hora de visitar um recém-nascido!


Quando Catarina estava para nascer, eu fiz campanha para que as pessoas mais próximas me visitassem no hospital – em casa, imaginava eu, seria melhor que só aparecessem depois de um mês, quando eu já estivesse adaptada à nova rotina (assim como a pequena). Confesso para vocês que a cada um que chegava à maternidade, eu ficava extremamente feliz com o carinho que traziam para a filhota, e, ao mesmo tempo, desejava que o encontro fosse breve, e que ninguém me pedisse para segurá-la (porque eu teria que ser bem antipática e dizer um sonoro “não”). Pois é, visitar um recém-nascido é quase sempre uma situação saia justa! Por isso, separei algumas regrinhas básicas que facilitam esse momento (se você é mãe, vai entender exatamente o porquê! E se o filhote ainda está para nascer, prepare-se, porque não é incomum aparecer alguém sem muita noção!).
Imagem: 123RF
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1) Não apareça doente: por maior que seja sua proximidade com a família, não visite o bebê se você estiver com algum problema de saúde. Mães têm um detector apuradíssimo para pessoas doentes, e o desejo dela será o de fulminá-lo se perceber que há alguma chance do filhote pegar os microorganismos que você está levando. Espere até se recuperar 100%, pois a imunidade do pequeno é frágil e ele pode acabar adoecendo. Todo cuidado é pouco!
2) Pergunte aos pais: está em dúvida se é melhor visitar o recém-nascido no hospital ou esperar para conhecê-lo quando ele já estiver em casa? Não sabe qual é o melhor horário para fazer a visita? Então pergunte aos pais ou pessoas próximas (como os avós), que estão participando da rotina familiar. Acredite: é melhor fazer isso do que ter uma surpresa desagradável, chegando em um momento ou local inapropriado.
3) Avise quando estiver indo: mande uma mensagem ou faça uma ligação para confirmar com os pais se você realmente pode ir naquele horário que vocês combinaram. Essa é uma atitude elegante, e a mãe lhe será extremamente grata por isso.
4) Faça uma visita rápida: esse é um tempo de adaptação entre a mãe e o bebê, por isso, não demore. Para as mães que passaram por uma cesariana, existe ainda o mal-estar do pós-operatório – em geral elas sentem um pouco de dor e não conseguem se movimentar muito bem. Se quiser fazer a visita perfeita, conheça o pequeno, converse um pouco com os pais, ofereça ajuda e, depois, vá embora. Também é importante não fazer as visitas em horários próximos das refeições.
5) Lave sempre as mãos: antes de visitar o recém-nascido (e assim que você entrar em sua casa ou quarto de maternidade), é imprescindível higienizar bem as mãos. Uma forma prática de resolver a questão é levar um álcool gel na bolsa. Ou, então, peça para usar o banheiro e lave-as com água e sabão. Todo o ambiente deve estar limpo para manter o bebê protegido.
6) Cuidado com as fotos: esse é um tópico que merece atenção especial. Não tire fotos do recém-nascido e jamais publique-as em redes sociais sem a autorização dos pais. Se a mãe e o pai do pequeno não se importarem com a fotografia, não aproxime demais o celular do rosto da criança, e também não use flash na hora de fazer os cliques. Para olhos tão sensíveis que estão começando a se abrir, a luz pode ser extremamente desagradável, e até mesmo perigosa, pois há risco de machucá-los.
7) Atenção aos cheiros: não use cosméticos ou perfumes fortes, pois eles podem irritar o pequeno que acabou de chegar ao mundo. Também é importante prestar atenção aos cigarros: se você é fumante, pare de fumar algumas horas antes da visita, pois essas substâncias ficam impregnadas nas roupas e mãos.
8) Não fique “apertando” o bebê: eu sei que a vontade de beijar, amassar e abraçar o bebê é grande, principalmente se os pais são pessoas de quem você gosta muito. Mas é importante respeitar o organismo do pequenino, que ainda não tem a imunidade fortalecida. Por isso, evite pegar nas mãos do bebê (eles sempre as levam à boca), não o beije ou aperte muito. Em alguns meses, você poderá brincar com ele tranquilamente, mas nessa hora é melhor preservá-lo.
9) Não leve crianças: se puder, não leve seu filho nessa visita. Como as crianças são ativas, gostam de pular, brincar, cantar, podem acabar agitando o bebê – o que afetará o clima tranquilo e harmônico em que a casa está. Se não tiver outra alternativa, converse antes com o pequeno e explique como será a visita.
10) Respeite as escolhas dos pais: se eles não querem que você pegue o bebê no colo, não insista. Também não fique palpitando sobre como eles devem agir. Lembre-se de que o que uma mãe mais precisa nessa fase é de respeito e ajuda, não de palpites.

Preparativos

6 brincadeiras diferentes para o seu chá de bebê


Bem no comecinho do blog, eu publiquei um post sobre brincadeiras para chá de bebê. E desde então, recebo muitas mensagens de leitoras que curtiram as ideias e que as colocaram em prática em suas comemorações – vocês não imaginam como é gostoso receber esse retorno! E a pedido de algumas futuras mamães que acompanham o Mil Dicas de Mãe (e que gostariam de novas ideias para divertir a festinha), hoje eu trago sugestões de brincadeiras diferentes para o chá de bebê (ou chá de fraldas). Espero que vocês curtam as novas inspirações!
Imagem: 123RF
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Presente para o bebê
Essa brincadeira envolve todos os convidados de maneira simples e ainda resulta em uma linda lembrança para a criança. A mamãe deve comprar um item útil e liso (sem estampas) para o bebê, como um body ou uma caixinha. A peça deve ser deixada logo na entrada do evento, com itens para decorá-la, como tintas, canetas e gravuras. Ao chegar, cada convidado deve dar a sua contribuição decorativa ao acessório, com ilustrações ou mesmo mensagens – e o presente carinhoso será entregue futuramente ao filhote!

Quiz dos papais
Nessa brincadeira, a protagonista não é só a mãe, mas o pai também! A ideia é que os convidados tentem adivinhar informações sobre a infância dos futuros papais. Divididos em dois times, os presentes serão perguntados pelos pais sobre questões como: “adivinha quem adorava sorvete de creme?” (para facilitar, as perguntas devem ser todas assim, colocando uma afirmação e perguntando a que criança – o pai ou a mãe – ela se refere). A equipe que tiver o maior número de acertos é a grande vencedora.

A bolsa estourou!
Para essa brincadeira, a mamãe vai precisar de fôrmas de gelo e miniaturas de bebês (encontradas em lojas de brinquedo). A ideia é fazer cubinhos de gelo (ou bolinhas, para lembrar mais a bolsa) com as bonequinhas dentro e distribuir um para cada convidada dentro de um copo com água. A vencedora é a que tiver o gelo derretido primeiro, e que deve anunciar o acontecimento com a frase “a bolsa estourou!” (como se fosse: “bingo”!). E ela deve receber um prêmio da mamãe.

Palavras proibidas
Esse jogo começa quando as convidadas chegam, e dura o evento inteiro. Funciona assim: a futura mamãe deve escolher uma ou duas palavras, que não devem ser ditas durante o chá (para ficar mais divertido, opte por termos comuns como “fraldas” ou “mamadeira”), e entrega a cada convidada uma pulseira com essas palavras. O objetivo é que as presentes se virem para formar as frases de forma a evitar proferi-las ou, caso contrário, a pulseira será entregue para a convidada que a ouviu cometer o deslize. No final, vence quem ficar com o maior número de pulseiras! E a vencedora desse desafio merece um mimo bem bacana da mamãe, não é mesmo?

Trocar a fralda
Essa é especial para os papais (e futuros papais!) convidados. Em uma mesa, devem ser colocadas bonecas, juntamente com acessórios para fazer a troca de fraldas. A mamãe estipula uma quantidade de tempo e os pais devem trocar a bonequinha nesse período. Outra sugestão é que vários convidados participem ao mesmo tempo da prova e ganha quem cumprir a tarefa mais rápido.

Presente surpresa
Lembra da brincadeira da batata quente? Este jogo é quase igual: a mamãe deve embrulhar algum mimo para as convidadas em vários papéis de presente, e este será passado de mão em mão, enquanto a mãe canta “batata quente, quente, quente…”. Quando gritar “queimou!”, a convidada que estiver com o embrulho deverá abri-lo (mas retirando só o primeiro papel!) e dar um palpite sobre o que tem lá dentro. Se ela acertar, leva o prêmio; se não, a brincadeira segue até que alguém acerte ou o presente seja finalmente desembrulhado.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A experiência de fazer o mapa astral do seu filho (eu conto como é!)

Quem acompanha o blog há tempos já conhece o trabalho da nossa querida astróloga parceira Sílvia Bacci – foi ela quem escreveu o perfil do bebê e da criança dos 12 signos do zodíaco, que você confere na categoria Astrologia. Eu conheci a Sílvia em um evento do site Bebe.com.br, da Editora Abril, e desde então nos tornamos amigas (daquelas pessoas com quem você estabelece uma afinidade imediata, natural, e com quem tem vontade de bater longos papos – tanto é que, sempre que nos encontramos pessoalmente, eu acabo perdendo a hora!).
mapa astral infantil
Como sempre gostei do assunto, eu pedi à Silvia que fizesse meu mapa astral em 2013, e foi algo tão marcante, que depois dessa ocasião eu tomei coragem para mudar os rumos da minha vida profissional – foi quando eu deixei um emprego público e passei a trabalhar em casa, com o blog. O mais bacana foi perceber que, embora tenha sido uma decisão difícil, o resultado foi uma escolha muito acertada (posso dizer que sou muito mais feliz hoje do que era seguindo a carreira ditada pela minha formação formal, além de ter a chance de acompanhar o crescimento de Catarina de perto). Mas por que estou contando tudo isso para vocês? Porque no mês passado, na semana do meu aniversário, a Sílvia me presenteou com o mapa astral de Catarina – uma experiência muito especial, que eu decidi compartilhar aqui com vocês (também como forma de agradecer esse carinho).
Eu sou aquele tipo de mãe que adora conversar – eu falo o dia todo com Catarina, pergunto sobre as horas na escola, os coleguinhas, seus pensamentos, peço suas opiniões… No fundo, tudo o que eu desejo é entender como a cabecinha da minha pequena funciona (porque eu tenho certeza de que, dessa forma, conseguirei ajudá-la mais conscientemente no lindo caminho que ela ainda tem pela frente). Talvez um dos maiores desafios que enfrento (e que, imagino, é comum aos pais, de modo geral) é compreendê-la da forma que ela realmente é, respeitando o fato de que ela é um serzinho com sua própria visão da vida, com seus gostos pessoais (que podem até ser parecidos com os meus, de vez em quando, mas que decididamente não são iguais!).
Por isso eu me emocionei quando recebi o mapa da Cacá, como a chamo carinhosamente. Embora pequenininha, ela já demonstra uma personalidade muito marcante – e eu conseguia ver ali, na interpretação do mapa, coisas que são muito características dela: a mistura entre impulsividade e responsabilidade, a necessidade de ter espaço (para estar ao ar livre – tanto que, quando ela era bebê, só parava de chorar quando eu saía com o carrinho para passear! – e também nas próprias roupas – enquanto várias menininhas da idade dela usam roupas mais justas, Catarina não usa de jeito nenhum! Não sobrou uma calça jeans em seu armário, porque era perda de tempo tentar convencê-la a usar!), entre outras.
Ah, e tem partes que me fizeram rir! Se qualquer criança já é naturalmente sincera, Catarina passou três vezes na fila da sinceridade (e não é que isso também aparece em seu mapa?). Outro ponto que me ajudou bastante, foi a sugestão do tipo de escola que a pequena precisa para desenvolver suas potencialidades ao máximo (eu acredito que quando respeitamos a individualidade da criança nessa escolha, o processo escolar é muito mais tranquilo para os pequenos, e o resultado final muito melhor para todos! Sabe aquele pequenino que detesta o lugar onde estuda e não se sente motivado? Pois eu tenho certeza de que, muitas vezes, é apenas uma questão de escolher a escola certa para ele!).
E, por fim, foi muito interessante ver como, astrologicamente, é a influência da mãe e do pai em sua vida. Vi o quanto essa relação que nós duas temos interfere bastante em sua vida e também na minha (e tenho que colocar atenção nisso, para não exagerar na dose!), quais são os pontos de sua saúde que merecem mais cuidado (e o mapa mostrou direitinho sua tendência a problemas respiratórios e à dermatite), e até atividades que podemos fazer com ela e que despertam habilidades que ela poderá usar no futuro.
Por fim, deixo o contato da Sílvia para quem desejar fazer o mapa do filhote, porque conheço de perto seu trabalho e sei o quanto ele é sério, de qualidade (ela estudou muitos anos para exercer essa atividade), e respeitoso: bacci@uol.com.br. E para quem quiser acompanhar os mini posts astrológicos que ela faz em sua fan page, aqui vai o link: https://www.facebook.com/astrologasilviabaccii.