sexta-feira, 29 de abril de 2016

Lidando com filhos desobedientes

1. Direcionem-nos para Cristo.
O verdadeiro problema dos vossos filhos rebeldes não é drogas, sexo, tabaco, pornografia, preguiça, criminalidade, maldicência, desmazelo, homosexualidade ou fazer parte de uma banda de rock punk. O verdadeiro problema é que eles não vêem Jesus com clareza. O melhor que podem fazer pelos vossos filhos—e a única razão para fazer qualquer uma das sugestões que se seguem—é mostrar-lhes Cristo. Não é um processo simples ou imediato, mas os pecados nas vidas deles, que vos inquietam e que os destroiem, só começarão a desaparecer quando eles virem Jesus de uma forma como ele realmente é.
2. Orem.
Só Deus pode salvar o vosso filho ou filha. Por isso, continuem a pedir-Lhe que se mostre a eles, de forma a que eles não possam resistir a adorá-lo.
3. Assumam que algo está errado.
Se a vossa filha rejeita Jesus, não finjam que está tudo bem.
Para todas as crianças que não são crentes, os detalhes são diferentes. Será preciso que os pais abordem cada detalhe de formas únicas. Contudo, não é aceitável o facto de não os abordarem de todo. Se o vosso filho não é crente, não ignorem esse facto. As férias podem ser mais fáceis, mas a eternidade não o será.
4. Não esperem que eles sejam como Cristo.
Se o vosso filho não é cristão, ele não vai actuar como tal.
Vocês sabem que ele abandonou a fé, portanto não esperem que ele viva pelas normas segundo as quais o criaram. Por exemplo, vocês podem sentir-se tentados a dizer: «Sabemos que é difícil para ti acreditar em Jesus, mas não consegues pelo menos admitir que embebedares-te todos os dias é pecado?»
Se ele está com dificuldade em acreditar em Jesus, então há muito pouco significado em admitir que a embriaguez está errada. Querem protegê-lo, pois. Mas a falta de crença dele é o problema mais perigoso—e não o facto de andar sempre em festas. Por mais que o comportamento de falta de crença do vosso filho se mostre, façam sempre questão de se concentrarem mais na doença do coração do que nos sintomas da doença.
5. Recebam-nos de braços abertos em casa.
Porque a preocupação maior não são as atitudes do vosso filho, mas sim o coração dele, não criem muitas exigências para que ele volte para casa. Se ele sentir alguma suspeita ao estar convosco, isso é Deus a dar-vos uma oportunidade de o amar de volta para Jesus. Obviamente há algumas instâncias em que devem dar ultimatos: «Não entres nesta casa se estiveres…». Porém, instâncias como essas acontecem raramente. Não reduzam as probabilidades de estar com o vosso filho ao impor demasiadas regras.
Se a vossa filha cheirar a erva ou a tabaco, borrifem o casaco dela com ‘Febreze’ e mudem os lençóis quando ela sai, mas deixem-na vir para casa. Se descobrirem que ela está grávida, comprem-lhe ácido fólico, levem-na à ecografia na 20.ª semana de gravidez, protejam-na do Planeamento Familiar e, custe o que custar, deixem-na vir para casa. Se o vosso filho ficar falido porque gastou o dinheiro todo que lhe emprestaram em mulheres da vida e bebidas caras, então perdoem-lhe a dívida como também vocês foram perdoados; não lhe deêm mais nenhum dinheiro e deixem-no vir para casa. Se ele não aparece há uma semana e meia porque tem ficado em casa da namorada peçam-lhe para não ir mais e, deixem-no vir para casa.
6. Incentivem-nos mais vezes do que as que os repreendem.
Sejam gentis com o desapontamento.
O que mais vos preocupa é o facto do vosso filho se estar a destruir a si próprio, e não o facto de ele estar a quebrar as regras. Tratem-no de forma a que ele perceba isso. Provavelmente ele sabe—principalmente se foi criado como cristão—que o que anda a fazer está errado. E, definitivamente, ele sabe que vocês pensam isso. Portanto, o vosso filho não precisa que vocês lho digam. Ele precisa de saber como vocês vão reagir ao mal dele. A vossa indulgência bondosa e esperança dolorosa mostrar-lhe-ão que vocês confiam realmente em Jesus.
A consciência dele, por si só, pode condená-lo. Os pais devem permanecer compreensivos e firmes, vivendo sempre na esperança de que o filho volte.
7. Façam com que os vossos filhos contactem com crentes que conseguem aproximar-se mais deles.
Há dois tipos de acesso ao vosso filho que podem não conseguir ter: geográfico e relacional. Se o vosso filho desobediente vive longe, tentem encontrar um crente convicto na zona onde ele vive e peçam-lhe para contactar o vosso filho. Isto pode parecer intrometido, estúpido ou embaraçoso para ele, mas vale a pena—especialmente se o crente que encontrarem se consegue relacionar também emocionalmente com o vosso filho numa forma que vocês não podem.
A distância nas relações pode também ser um efeito secundário do abandono da fé por parte do vosso filho, portanto a vossa relação será ténue e deve ser protegida, se for possível. Mas uma repreensão dura é necessária na mesma.
É aqui que, outro crente com acesso emocional ao vosso filho, pode ser muito útil. Se há um crente em quem o vosso filho confia e, talvez até com quem goste de estar, então esse crente tem a plataforma para dizer ao vosso filho—de uma forma a que ele preste atenção—que ele está a ser um idiota. Isto pode soar severo, mas precisamos muitas vezes de uma chamada de atenção, e as pessoas em quem confiamos são normalmente as únicas que conseguem dar-nos uma repreensão dolorosa de forma a ser um presente para nós.
Muitos miúdos rebeldes fariam bem em ouvir que estão a ser tolos—e é muito raro que os pais lhes digam isto de forma a ajudá-los—portanto, tentem manter outros cristãos nas vidas dos vossos miúdos.
8. Respeitem os amigos dos vossos filhos.
Honrem o vosso filho desobediente da mesma forma que honrariam qualquer outro descrente. Eles podem andar com grupos com os quais vocês nem pensariam em falar ou até mesmo olhar, mas tratam-se dos amigos do vosso filho. Respeitem isso—mesmo que o relacionamento se baseie no pecado. Eles são más influências para o vosso filho, sim. Mas ele também é má influência para eles. Nada se resolverá pelo facto de tornarem evidente que não gostam de quem anda com quem.
Quando o vosso filho aparece com outra namorada para uma festa de aniversário familiar—uma pessoa que nunca viram e que provavelmente nunca mais vão ver—sejam hospitaleiros. Ela também é a filha desobediente de alguém, e ela também precisa de Jesus.
9. Enviem-lhes e-mails.
Agradeçam a Deus pela tecnologia que lhes permite estar tão facilmente presentes nas vidas dos vossos filhos!
Quando lerem algo na Bíblia que os incentive e os ajude a amar mais Jesus, escrevam-no e enviem-no ao vosso filho. A melhor exortação para eles são os exemplos positivos da alegria de Cristo na vossa própria vida.
Não entre em stress quando estiver a elaborá-los, como se cada um deles precisasse de ser unicamente poderoso. Apenas tirem um após o outro, e deixem que o efeito cumulativo da vossa satisfação em Deus se reuna na caixa de correio electrónico do vosso filho. A palavra de Deus nunca é proclamada em vão.
10. Levem-nos a almoçar fora.
Se possível, não deixem que a única interacção com o vosso filho seja apenas electrónica. Passem tempo juntos, cara a cara, se puderem. Podem pensar que isto é desconfortável e stressante, mas acreditem que é pior estar no lugar do vosso filho—ele está a viver esse mesmo desconforto, mas com culpa. Portanto, se ele se quer encontrar com vocês para almoçar, agradeçam a Deus, e façam uso dessa oportunidade.
É quase hipócrita falar sobre a rotina dele, porque aquilo que vos importa realmente é a vida eterna dele; mas tentem na mesma. Ele precisa de saber que se importam com tudo o que lhe diz respeito. Então, antes de acabar de almoçar, rezem para que o Senhor lhes dê a coragem de perguntar sobre a alma dele. Não sabem como ele vai responder. Será que ele vai revirar os olhos como se vocês fossem idiotas? Será que se vai zangar e ir embora? Ou será que Deus tem trabalhado nele desde a última vez que falou com ele? Se não perguntar, nunca vai saber.
(Eis aqui uma nota para os pais de crianças pequenas: estipulem saídas regulares para irem comer fora com os vossos filhos. Não só será uma experiência valiosa para ambos, como também, se alguma vez os vosso filhos entrarem na crise da insubordinação, a tradição de se encontrarem com eles já existirá e não será estranho convidá-los para ir comer fora. Se o filho estiver habituado, desde pequenino, a ir comer fora com o pai aos Sábados, será muito mais difícil para ele recusar um convite do pai—mesmo para um confiante rapaz de 19 anos.)
11. Interessem-se por aquilo que eles querem conseguir.
É provável que se a vossa filha está a rejeitar Cristo de propósito, então a forma como ela passa o tempo irá provavelmente decepcioná-los. Contudo, encontrem valor nos interesses dela, se possível, e incentivem-na. Vocês foram assistir às peças da escola dela e aos jogos de futebol quando ela tinha 10 anos; o que poderão fazer agora que ela tem 20 para mostrar que realmente ainda se interessam pelos interesses dela?
Jesus passou tempo com cobradores de impostos e prostitutas, e nem sequer era familiar deles. Imitem Cristo sendo o tipo de pais que poem os tampões dos ouvidos no bolso e que vão para o centro da cidade, à pequena discoteca fria e húmida, onde vai ser o espectáculo de lançamento do CD da vossa filha. Incentivem-na e nunca párem de rezar para que ela comece a usar os dons dela para a glória de Jesus, em vez de para a sua própria glória.
12. Apontem-lhes Cristo.
O mais importante é que isto não seja demasiado stressante. Nenhuma estratégia para alcançar o vosso filho, ou filha, surtirá qualquer efeito duradouro se o objectivo subjacente não for ajudá-los a conhecer Jesus.
Jesus.
Não reze para que eles voltem a ser bons miúdos outra vez; para que cortem o cabelo e comecem a tomar banho; para que venham a gostar de música clássica em vez de deathcore; para que deixem de se sentir envergonhados no estudo semanal da Bíblia; para que votem no partido conservador outra vez nas próximas eleições; nem para que possam dormir à noite ao saber que os vossos filhos não vão para o inferno.
A razão mais importante para rezar por eles, recebê-los de braços abertos, pleitear com eles, enviar-lhes e-mails, comer com eles ou interessarem-se pelo que eles se interessam é para que os olhos dos vossos filhos se abram para Cristo.
E não só Cristo é o único objectivo—ele é também a única esperança. Quando eles virem a maravilha que é Jesus, a satisfação será refinada. Ele substituirá a patética vaidade do dinheiro, o louvor ao homem ou ao estatuto ou ao orgasmo em que estão a delimitar as suas vidas eternas neste momento. Só a sua graça pode retirá-los dessas buscas arriscadas e prendê-los com segurança a ele—cativos, mas satisfeitos.
Ele fá-lo-á por muitos. Tenham fé e não desistam.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

12 maneiras de ser a pior mãe do mundo


Uma vez, eu saí da loja, sem dar a bolacha que meu filho fez birra para conseguir. Uma mulher me parou no estacionamento e me disse que eu era a melhor mãe naquele local. Já minha filha não tinha tanta certeza disso. Quando seus filhos lhe disserem que você é má, tome isso como um elogio. A nova geração tem sido chamada de a mais preguiçosa, mais rude, e a com mais títulos da história. As histórias sobre crianças que são difíceis de lidar assustam até a melhor das mães. Novidade: não são apenas as crianças, são os pais. É fácil querer jogar a toalha e desistir de brigar com seus filhos. Afinal, todas nós não queremos ser a mãe legal? Não desista. Eles podem pensar que você é malvada agora, mas eles vão agradecer-lhe mais tarde.

Aqui estão 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo:

1. Faça seus filhos irem para a cama a uma hora razoável. Será que existe alguém que não tenha ouvido o quão importante uma boa noite de sono é para o sucesso de uma criança? Faça seu papel de mãe e coloque seu filho na cama. Ninguém nunca disse que a criança tinha que querer ir para a cama. Eles podem brigar no início, mas com persistência, eles aprenderão que você está falando sério. E depois é só aproveitar para ter um tempo só seu ou para o casal.

2. Não dê a seus filhos sobremesa todos os dias. Doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Isso é o que os deixa mais gostosos. Se você ceder às exigências de seu filho de ter doces o tempo todo, ele não vai apreciar o gesto quando alguém lhe oferecer um doce como recompensa ou presente. Além disso, imagine quanto isso pode custar caro quando o levar ao dentista e ao médico.

3. Faça-os pagar por suas próprias coisas. Se você quer algo, você tem que pagar por aquilo. É assim que funciona a vida adulta. Para conseguir tirar seus filhos do porão no futuro você precisa ensiná-los agora que eletrônicos, filmes, videogames, esportes e acampamentos que eles gostam têm um preço. Se eles tiverem que pagar tudo ou pelo menos parte do preço eles irão apreciar mais. Você também pode evitar pagar por algo que seu filho queira somente até conseguir aquilo. Se ele não está disposto a ajudar a pagar pelo menos metade, ele provavelmente não queira aquilo tanto assim.

4. Não mexa os pauzinhos. Alguns jovens têm dificuldade quando começam a trabalhar e percebem que as regras também se aplicam a eles. Eles precisam chegar no horário e fazer o que o chefe mandar. E (ai, ai!) parte do trabalho eles nem gostam de fazer. Se você não gosta do professor do seu filho, do seu parceiro de ciências, sua posição no campo de futebol ou no ponto de ônibus evite a tentação de mexer os pauzinhos para que seu filho consiga as coisas do jeito que ele preferir. Você está roubando a chance do seu filho de tirar o melhor e aprender com a situação. Lidar com uma situação menos que ideal é algo que ele terá que fazer o tempo todo na vida adulta. Se a criança nunca aprender a lidar com isso, você a está levando ao fracasso.

5. Faça-os fazer coisas difíceis. Não interfira automaticamente e tome conta quando as coisas se tornarem difíceis. Nada dá a seus filhos um melhor impulso de confiança do que não fugir do problema e realizar algo difícil por eles mesmos.

6. Dê-lhes um relógio e um despertador. Seu filho estará melhor se aprender as responsabilidades de controlar seu próprio tempo. Você não estará sempre lá para pedir pra ele desligar a TV e ir para seus compromissos.

7. Não compre sempre o melhor e o mais recente. Ensine seus filhos a terem gratidão e satisfação pelo que eles têm. Estar sempre preocupado com o próximo grande lançamento e quem já o tem vai levá-los a uma vida de dívidas e infelicidade.

8. Deixe-os experienciar a perda. Se seu filho quebrar um brinquedo, não compre um novo para substituí-lo. Ele vai aprender uma valiosa lição sobre cuidar de suas coisas. Se seu filho esquecer de entregar uma tarefa na escola, deixe-o ficar com uma nota mais baixa ou faça-o ir conversar por si mesmo com a professora sobre conseguir crédito extra. Você estará ensinando responsabilidade - quem não quer filhos responsáveis? Eles podem ajudá-la a se lembrar de todas as coisas que você se esquece de fazer.

9. Controle a mídia. Se todos os outros pais deixassem seus filhos pularem de uma ponte você também deixaria? Não deixe seu filho assistir a um filme ou jogar um videogame que seja inapropriado para crianças só porque as outras crianças o fizeram. Se você defender e lutar por manter a educação decente de seus filhos outros podem seguir suas ações. Crie uma pressão positiva.

10. Faça-o se desculpar. Se seu filho fizer algo errado, faça-o confessar e enfrentar as consequências. Não varra a grosseria, bullying, ou desonestidade pra debaixo do tapete. Se você errar, dê o exemplo e encare as consequências de seu erro.

11. Importe-se com suas maneiras. Até mesmo crianças pequenas podem aprender as noções básicas de como tratar outro ser humano com respeito e dignidade. Ao fazer da boa educação um hábito você estará fazendo a seus filhos um grande favor. Boas maneiras é o caminho certo para conseguir o que você quer. "Você pega mais moscas com mel do que com vinagre."

12. Faça-os trabalhar - de graça. Seja ajudando a avó no jardim ou voluntariando-se para ser tutor de crianças mais novas, faça o serviço parte da vida de seus filhos. Isso os ensina a olhar além de si mesmos e ver que outras pessoas também têm necessidades e problemas - às vezes maior do que sua própria.

Com todo o tempo que você passar sendo má, não se esqueça de elogiar e recompensar seu filho por comportamento excepcional. E sempre se certifique que eles saibam que você os ama. Com um pouco de sorte, seus filhos podem virar o jogo e fazer sua geração conhecida por sua esperança e promessa.

Educando filhas segundo o coração de Deus

POSTADO POR FILHOS

Mães que, cujo objetivo seja educar uma filha segundo o coração de Deus.
Capítulo 1: A ovelha-guia
Ovelha-guia? O que é isso? Quando o pastor percebe que uma de suas ovelhas o segue espontaneamente durante um longo tempo, ele pendura-lhe um sino ao pescoço para que o resto do rebanho siga a ovelha-guia, que por sua vez segue o pastor. “A mãe deve ser a ovelha-guia da filha”.
Quando nós mães, permanecemos próximas de Jesus, o mais perto que podemos; quando  o amamos de todo o nosso coração, conforme ele disse para fazer; adivinhe o que acontece: nós nos transformamos na ovelha-guia que nossas filhas seguirão.
Nossas filhas imitarão e seguirão nosso comportamento. Transformamo-nos no exemplo vivo, dinâmico e concreto que significa ser uma criança, uma menina, uma adolescente e uma mulher segundo o coração de Deus.
Tocando seu sino.
Como uma mãe ajuda sua filha a desenvolver o coração voltado vem para Deus¿ Deuteronômio 6:7 vem em nosso resgate e responde a essa pergunta. A mãe que ama sinceramente ao Senhor e guarda as suas palavras em seu coração deve ensinar a seus filhos.
Há duas formas essenciais para ensinar: pelo exemplo e pela palavra.
Deuteronômio 6:7 diz para nós mães, que devemos ensinar às nossas crianças a palavra de Deus. Esse conteúdo é transformador de vidas! Tenha consciência de que, toda vez que você ensina a palavra de Deus, como ovelha-guia, você está fazendo o seu sino tocar. É exatamente isso que a mãe e a vó de Timóteo fizeram (2Tm 3:15), elas foram fiéis no ensino da palavra.
Tudo o que você precisa fazer para tocar este sino é:
1º amar o Senhor de todo o teu coração
2º conservar a palavra de Deus em seu coração
3º ensinar as verdades do Senhor.
Mas como?
Falando. Isso mesmo, falando. Em todo o tempo, e lugar. De manhã, a tarde, a noite. Quando estiverem no carro, limpando a casa, descansando.
Uma tarefa de Deus para toda mãe é ensinar constantemente sua filha e conversar com ela sobre o amor de Deus. Ensinar e conversar. Conversar e ensinar. Ou seja, fazendo o sino da ovelha-guia soar!
Resumo por Leia

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O que fazer com as crianças nas férias

Com as crianças em casa, haja imaginação para inventar brincadeiras e tarefas para preencher os dias que normalmente são cheio de horários e regras definidos. Com meus filhos, nada de ficar o dia todo no videogame, nem na frente da televisão e do computador. Para cada um deles, estipulo um tempo de duração, onde as crianças podem sugerir e/ou escolher o melhor horário. Criança precisa, além da tecnologia, brincar como criança, gastar energia, fazer exercícios físicos e exercitar muito a criatividade e imaginação.

Por isso, aqui vão algumas dicas para o tempo dos pequenos ser preenchido adequadamente, com todo bom senso e desenvoltura:

1) Regras sim, mas nem tanto: horários disciplinados e regras para bagunças e guloseimas podem ser menos rígidas nesta época. Dormir e relaxar um pouco mais pela manhã é sadio também. Embora organizar seja preciso, a primeira regra é relaxar com os horários e permitir que a preguiça se aconchegue. Tudo pode e deve ficar diferente, ser uma pausa na rotina dentro de casa, mas com imaginação. A ordem é que sejam dias que fujam do normal. Afinal, são férias e não importa onde aconteçam! Elas existem para que as crianças se divirtam. Em casa ou não, que as férias do seu filho sejam uma folguinha gostosa e bem diferente!

2) Passeio turístico pela sua cidade: é incrível como não fazemos isso na nossa própria cidade!

3) Pôr do sol: Se você mora numa cidade à beira-mar, no campo ou numa região montanhosa, no fim de semana não perca a oportunidade de levar seus filhos para curtir o entardecer. Aproveite para conversar, saber mais do dia a dia do seu filho, de seus medos e anseios, das suas alegrias, do que ele gosta…você ficará surpresa sobre como não conhecemos eles tão profundamente quanto pensamos.

4) Piquenique: Normalmente, o primeiro lugar que as crianças escolhem para comer é…aquele amarelo e vermelho, rs. Mas que tal trocarem o fast food por um piquenique? Pode ser em uma praça perto de casa, um parque, ou até num lugar mais afastado, bonito e bem frequentado. Para isso, prepare uma bela cesta com tudo o que os pequenos gostam de comer e beber, e lembre-se de levar pratos, copos, talheres, guardanapos descartáveis e um saco de lixo bem grande.

5) Cinema + Pipoca + Guaraná: um belo filme ou desenho animado em 3D é sempre uma festa. Se na sua cidade não há sala de cinema, que tal alugar um DVD? Nas férias, a programação infantil das salas de cinema são bem recheadas.

6) Cultive uma horta em casa: as crianças adoram mexer na terra, pedrinhas, pazinhas e rastelinhos….além de saudável, ter vasinhos ou canteiros de ervas frescas a qualquer hora é uma delícia! Os pequenos ficarão surpresos ao perceber que de dentro de uma pequenina semente brota vida, beleza e alimento.

7) Caravana Cultural: Para os filhos pequenos, filmes e teatros. Para os jovens, escolham em conjunto um espetáculo que agrade a todos: pode ser um show, um musical, uma comédia. Seja qual for a escolha, faça companhia a eles. Conversar sobre o que vão assistir é uma ótima forma de estimular a curiosidade e aumentar o conhecimento dos filhos.

8) Cultura em casa: se estiver chovendo, monte a sua própria programação em casa! Pense na possibilidade de ensinar algum tipo de artesanato, pintura, levar as crianças para a cozinha para preparar um bolo simples, brigadeiro para comer de colher… uma outra ideia é montar uma peça de teatro com todos da família, com direito a figurino e tudo! Estimular a criatividade através de brincadeiras e teatros é uma fonte riquíssima de prazer e aprendizagem. Passar conceitos como “bom dia”, “obrigada” e “por favor” é bem fácil nessas mirabolantes fantasias de atuar.

9) Hora da saudade: Aproveite os filhos reunidos para rever filmes de viagens que vocês fizeram juntos; revejam álbuns antigos fotografias, registrem os momentos importantes da vida familiar. Que tal promover uma exposição na sala de casa após o almoço?

10) Leitura: No fim da tarde, depois do almoço, leia histórias para seus filhos darem aquela descansada, aquele soninho da tarde que toda escola integral tem. Se eles já forem grandes, conte uma passagem da sua própria história.

11) Dia do contrário: Ideal para crianças até 10 anos. Nesse dia, pais e filhos invertem seus papéis. Escolher o que vestir, restaurante onde ir e o que irão comer é tarefa dos filhos. Os pais apenas obedecem às ordens. É uma maneira de ver como os filhos vêem a relação.

12) Internet que integra: se a família toda se reunir em volta do computador, num sábado à tarde, por exemplo, é possível encontrar assuntos que interessem a todos. Fazer pesquisas sobre um tema também é uma boa pedida (meus filhos adoram dinossauros e astrologia!). Ouça as sugestões deles e aproveite para inserir conceitos básicos sobre os perigos e benefícios da internet.

13) Inseridos no planeta terra: pegar um mapa mundi e desvendar o mundo através dele é bem divertido. Além dos pequenos aprenderem sobre os oceanos, países, principais capitais, continentes, ou seja, sobre geografia, também podem combinar a próxima viagem de férias, quem sabe?

14) Karaokê: É, sem dúvida, uma ótima opção para aproximar pais e filhos, soltar a voz, aprender letras de músicas e muitos ritmos diferentes.

15) Brincar de esconde-esconde dentro de casa: é um barato quando encontramos nossos pequenos enfiados nos cantinhos mais impossíveis da casa!

16) Lanterna: a noite, após o jantar, todos no quarto reunidos, porta fechada e luz apagada, lanterna na mão e….muitas figuras na parede !!! Imaginação, risadas e brincadeiras criativas surgem com a escuridão e um foco só de luz.

Bem, acho que essas dicas já podem consumir 16 dias das férias…

Boas férias!

*Escritora de livros infantis, Lu Martinez é empresária e economista, com especialização em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e Capacitação Gerencial pela Fundação Instituto de Administração – USP.

terça-feira, 26 de abril de 2016

As cinco linguagens do amor de Deus para crianças - Palavras de Afirmação

PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO 




Normalmente os pais dizem “Palavras de Afirmação” a seus filhos quando eles ainda são pequenos. Mesmo antes que entendam a linguagem verbal, já lhes dizem coisas como: “Que narizinho lindo! Que olhinhos mais brilhantes! Que cabelo mais macio”, etc. Quando o bebê começa a engatinhar, elogiamos cada gesto e “esbanjamos” “Palavras de Afirmação”. Quando ele começa a andar e apóia-se com uma das mãozinhas no sofá, ficamos alguns passos à sua frente, estendemos as mãos em sua direção e dizemos: “Vem, vem, vem”. Isso mesmo... andando, vem até aqui, vem!”. O bebê dá meio passo em sua direção e cai. O que dizemos a ele? Certamente não é nada como “Seu burro! Será que você não consegue nem andar?!” Muito pelo contrário, nossas palavras costumam ser: “Isso mesmo, muito bem!” E dessa forma, a criança levanta-se e tenta novamente.  Por que, quando os filhos ficam mais velhos, nossas “Palavras de Afirmação” tornam-se de condenação? Quando um deles tem sete anos, entramos em seu quarto e dizemo-lhe que guarde os brinquedos na caixa. Digamos que haja doze objetos pelo chão. Voltamos ao quarto em cinco minutos e somente sete estão na caixa. O que então falamos a ele? “Eu lhe disse para guardar esses brinquedos! Se você não fizer isso agora, eu vou...” “Venha cá... e os sete brinquedos que já estavam guardados?!” Por que não dizemos: “Muito bem, Johnny, você colocou sete brinquedos na caixa. Muito bem!” Preste atenção, pois certamente os outros cinco brinquedos também “pularão” em um instante para a caixa! À medida em que os filhos ficam mais velhos, a nossa tendência é condená-los mais por seus erros do que “condecorá-los” por seus sucessos. Para a criança que possui “Palavras de Afirmação” como sua primeira linguagem do amor, nossas palavras negativas, críticas e desanimadoras aterrorizam sua psique. Centenas de adultos por volta dos 35 anos ainda ouvem retinir em seus ouvidos, palavras de condenação proferidas há mais de vinte anos: “Você é muito gorda! Ninguém vai querer namorar você! “Você não estuda! Se continuar assim, poderá ser expulso da escola. Não dá para acreditar que seja tão burro!” “Você é um irresponsável e nunca será capaz de fazer nada direito na vida!” Muitos adultos lutam com sua auto-estima e não se sentem amados durante toda suas vidas, quando sua primeira linguagem do amor é violada de forma tão destrutiva. 

7 formas de ensinar filhos homens a serem cavalheiros


Hoje em dia há confusão entre direitos e deveres iguais, mas o cavalheirismo não infere nisso e sim na educação de um homem honrado.
Crys Ayres

  • Além de muitas outras coisas que somente uma mãe dedicada pode ensinar ao seu menino, o fato de criarmos nossos filhos como cavalheiros, resulta em lhes dar a oportunidade de aprendizado que levarão por toda a vida. 
    Ser um cavalheiro ensina 3 grandes lições a um rapaz:
    • Honra. Como honrar sua masculinidade e a condição de homem.
    • Respeito a si mesmo e ao próximo. Como tratar outra pessoa com respeito e cortesia.
    • Autoestima sem orgulho. Como construir um caráter onde ele se sinta confortável em ser quem é.
    Para muitos, um homem cavalheiro pode parecer um tanto ultrapassado já que com o avanço do feminismo, o cavalheirismo pode ser confundido com o machismo, mas ensinar nossos filhos a serem cavalheiros é uma parte importante de ensiná-los a discernir o certo do errado, a proteger em vez de cometer violência doméstica, a ser corajoso e sensível com as necessidades de outra pessoa, a ser um companheiro e amigo confiável, a deixar a cultura do 'macho' invencível e 'garanhão' que quase o obriga a se aproveitar de mulheres com baixa autoestima ser substituída por educação. Apresentar formas de ação que trarão valores sólidos, e, na maioria das vezes, muito diferentes daqueles apresentados nas novelas e na mídia em geral é uma necessidade urgente da sociedade em que vivemos.
    Como pais, sabemos que precisamos dar o exemplo. Não somente os pais, mas também as mães.
  • 1. Exemplo

    O primeiro passo é estar consciente que nossos filhos observam nossos atos, como tratamos nossos cônjuges, se somos gentis e respeitosos. Ensinar maneiras que não vivemos não trará muito resultado. Maneiras são exemplificadas e ensinadas. Isso também depende da mãe deixar o pai abrir a porta do carro ou dos locais para ela, por exemplo, e não debochar quando ele o faz.
  • 2. Respeito

    Ensinar meninos a terem uma atitude respeitosa em relação aos outros, não serve apenas no trato com o sexo oposto. Você o estará ensinando a regra de ouro, ou seja, como tratar os outros assim como quer ser tratado. Encoraje-os a cumprimentar as pessoas com um aperto de mão e um sorriso, a sempre dizer "por favor" e "obrigado". Não usar palavras que ofendam quem ouve, não dizer palavrões. Cavalheiros são corajosos o bastante também para se desculparem quando tiverem dito ou feito algo não educado.
    Alguns atos de cavalheirismo que meninos podem ser incentivados a fazer desde crianças são:
    • Sempre abrir portas de carro para sua mãe e irmãs. E mesmo para qualquer pessoa. Este tipo de educação é universal.
    • Sempre puxar uma cadeira para que sua mãe se sente à mesa.
    • Sempre se levantar e oferecer o lugar para uma mulher, seja de qualquer idade, grávida ou idosa, no ônibus ou em qualquer outro lugar.
    • Sempre se oferecer a carregar sacolas e pacotes para sua mãe.
    • Ajudar a mãe e as irmãs com os serviços domésticos, e isso inclui ser responsável pela organização dos espaços em que dorme, brinca, e outros.
    • Se uma menina ou mulher deixar cair algo, ajudá-la a recolher.
    • Sempre se levantar quando uma mulher entrar no local, ou quando ela deixar a mesa, ou quando for apresentado a ela. Isso também é válido para pessoas mais velhas.
  • 3. Limite o tempo que seu filho está exposto à mídia

    Tome muito cuidado com pornografia, que ensina a tratar mulheres como objetos e encoraja o mau comportamento em relação à elas. Ensine-o a estar ciente que a mídia, seja na internet, filmes, seriados, normalmente não ensinam os padrões próprios de educação ou respeito pelas pessoas, principalmente mulheres.
  • 4. Ensine o filho homem a ter responsabilidade por suas ações

    Sejam boas ou ruins, a manter sua palavra, a ser leal e fiel. Ele pode estar seguro de si mesmo, se agir da maneira correta, mesmo quando comete um erro. Quanto mais rápido ele reconhecer um erro, mais rápido será sua mudança de atitude.
  • 5. As mães ensinam seus filhos, principalmente

    Ensine-os que homens de verdade e valorosos não mentem, roubam, traem ou abusam de outras pessoas, mas que são confiáveis, agem e tratam outros com dignidade.
  • 6. Histórias e exemplos

    Quando pequenos, desenvolva o hábito de ler histórias de homens corajosos que agiram com gentileza e honra. Eles vão gostar de se imaginarem no lugar desses homens um dia.
  • 7. Humildade e serviço

    O orgulho é o vício dos vícios, e um homem educado e cavalheiro é mais equilibrado e possui melhor autoestima e autorespeito, sabendo como tratar uma mulher com cortesia ou qualquer outro ser humano. Nem sempre, como pais, conseguimos ensinar nossas filhas o que precisam saber antes de se tornarem mulheres, e um homem cavalheiro respeitará uma filha de Deus, reconhecendo seu potencial como tal, mesmo que esta possua valores conturbados. Há muitas mulheres que correm em busca dos 'bad boys', e desprezam as atitudes de um homem cavalheiro, mas há muitas outras que reconhecem a paz e serenidade que recebem de um homem que as respeita, melhoram suas atitudes, amam estar acompanhadas por eles e entendem que os arroubos de paixão como homens bonitos e energéticos mas sem muito tato são invenções dos filmes e ficção e nem sempre possuem um final feliz.
    Meninos se tornam adolescentes, e adolescentes se tornam homens adultos um dia. Ensinando nossos filhos a serem cavalheiros desde cedo, estaremos dando-lhes a oportunidade de terem habilidades e conhecimento para serem confidentes, bons homens, maridos dedicados e pais responsáveis. E assim teremos, consequentemente, casamentos mais felizes e famílias mais fortes e equilibradas.

6 deveres dos pais ao participarem da vida escolar dos filhos

Devemos aceitar nosso papel como guias de nossos filhos. Eles precisam de nosso auxílio nos estudos e na vida. Veja como agir para estar sempre presente na vida escolar de suas crianças.
Quem não se lembra do primeiro dia em que deixou um filho sob os cuidados das professoras de uma escola?Comigo aconteceu quando a Marcela, minha primeira filha, tinha seis meses de idade. Eu estava tão acostumada a não ter mais tempo para mim e a cuidar dela ininterruptamente, que depois de entregar minha menina nas mãos da responsável pelo berçário da escolinha, eu perdi o chão. Minha filha deixava, naquele minuto, de ser um bebezinho para iniciar o convívio social. Eu achava que ela não precisaria mais de mim como antes era.
Hoje, a cada vez que deixo meus dois filhos na escola, tenho a sensação de que estou despedindo-me de um bebê pela manhã para buscar um adulto à tarde. Acho que é isso que todas as mães almejam desde o minuto que começam a pesquisar qual a melhor instituição de ensino para colocar suas crianças. É nesta hora que percebemos que nosso papel é guiar e não achar que só a gente pode cuidar adequadamente de nossos filhos. É nessa hora que entendemos que a liberdade é necessária e que temos a obrigação de trabalhar junto com a escola para o bem de nossas crianças.
Se você não sabe como pode ajudar seu filho durante os anos de escola, veja aqui algumas maneiras que podem facilitar seu trabalho e aproximá-la de quem mais você ama: seu filho. Essas dicas também são voltadas para os papais, pois aquela história de que cuidar das crianças é papel exclusivo da mulher já era faz tempo.

1. Compareça às reuniões de pais e mestres
Todas nós trabalhamos, cuidamos da casa, temos obrigações das mais diversas origens. Mas isso não deve ser usado como desculpa para não comparecermos às reuniões de pais e mestres. São estes os eventos em que os professores nos dão o parecer sobre o desempenho de nossos filhos na escola. São também nestes eventos que nós podemos verificar se algum problema que esteja ocorrendo com nosso filho dentro da instituição tem origem na vida familiar e resolvê-lo.

2. Compareça às festas, jogos e peças de teatro
Se a escola promove um evento, como campeonato de esportes, peças de teatro, feira de ciências e outros, dos quais nossos filhos participarão, a família deve prestigiar. É muito importante para a criança e o adolescente saber que seus pais estão com a atenção voltada para eles em momentos como estes. Eles precisam deste amparo e da vibração dos pais com suas conquistas.

3. Ajude seu filho com as tarefas
Particularmente, não creio que os pais devam se sentar com seus filhos e ajudá-los a solucionar suas tarefas escolares sem deixá-los pensar no que estão fazendo. O resultado será um jovem que acaba ficando preguiçoso em se tratando dos estudos e que não tem segurança para realizar nada sem seus pais. Não é isso o que queremos certo? Portanto, ajudar seu filho com as atividades escolares é induzi-lo a raciocinar, tirando dúvidas, quando soubermos, e estimulando a pesquisa, quando não soubermos a resposta.

4. Conheça os amiguinhos de seu filho
A escola é a segunda casa. É nela que a criança começa a se socializar e a tomar outras pessoas como exemplo, além dos pais. Portanto, nada melhor que conhecer os amigos e os pais destes amigos. A melhor maneira de fazer isso é deixar claro para seus filhos de que a casa onde vivem está aberta para receber seus amigos sempre que vocês permitirem. Se vocês gostam de festejar, convidem os pais dos colegas de classe. Só assim, vocês vão ter uma prévia de como é a criação e a personalidade dos amiguinhos de seus filhos.

5. Vencendo as dificuldades
Todas as crianças têm dificuldade em algumas matérias. Uns se dão melhor com as ciências biológicas, outros com exatas. Seja qual for a área mais difícil para seu filho, estar ao seu lado, lhe oferecendo ajuda, mesmo que seja um reforço particular, é mostrar que você não o está recriminando por sua limitação. Lembre-se de quando você estava no colégio, você tirava 10 em tudo? Não exija isso do seu filho. Auxilie-o a vencer suas dificuldades com compreensão, amor e carinho.

6. Bullying
Esse é um assunto muito em voga, apesar de existir há muito tempo. Eu, por exemplo, sofria com bullying, mas não me vitimizo, pois se não fosse isso eu não seria o que sou hoje. E tenho bastante orgulho de mim mesma. Mas há uma marca que não será facilmente apagada: não tive ajuda de meus pais para virar o jogo na época. Assim, meu conselho é que vocês prestem a máxima atenção às atitudes de seu filho, que pode ser vítima ou autor de bullying. Em ambos os casos, ele não tem mais ninguém para quem recorrer que não seus pais. É seu papel guiá-lo para que ele deixe de se sentir diferente dos outros. Se necessário, procurem por ajuda profissional.
Lembre-se, ajudar os filhos durante os anos de escola é uma das responsabilidades dos pais. Devemos aceitar nosso papel como guias de nossos filhos, pois eles precisam de nosso auxílio nos estudos e na vida. Se trabalharmos juntos com a escola, estaremos contribuindo para o bem de nossos filhos.

domingo, 24 de abril de 2016

Cuidado com as crianças que se deitam tarde


“Vai dormir senão não cresces!”…alguém já ouviu essa frase quando criança? Muitas pessoas de gerações passadas costumavam ouvir isso, mas sempre pensando que essa fosse uma maneira intimadora para que as crianças deitassem e acordassem cedo sem reclamações.
Acontece que o tal “dormir cedo”, de fato, faz muita diferença no crescimento e desenvolvimento delas, segundo o psiquiatra pediátrico, Dr. José Ferreira Belisário Filho.
Os nossos hábitos mudaram, e ir para a cama antes das 21 horas não é uma realidade muito comum. Acontece que isso tem influenciado directamente o futuro dos meninos, que estão ficando mais baixas, mais desatentas, mais ansiosas e com diferentes transtornos, enchendo os consultórios.

É possível mudar esses hábitos?

As mães também sofrem com essa pressão social. Se elas se ausentam um pouco mais cedo de algum programa social para colocar a prole na cama, elas ouvem: “mas ela já vais dormir? E quando o telefone toca em casa às 21:30 hrs e elas atendem num tom mais baixo, porque a casa está adormecendo – “oh povo que dorme cedo nessa casa!”Tudo isso acaba por gerar estranheza!
Mas, para mudar os hábitos de sono de uma criança, é importante mudar os hábitos da família. A criança não vai aceitar dormir cedo se perceber toda a casa funcionando, luzes acesas, TV ligada, e só ela tendo que se deitar. Portanto, a orientação do psiquiatra, nesses casos, é uma só: ler estórias, preparar o ambiente e desligar as luzes da casa. Sim, todas as luzes.
E a mudança de hábitos passa até mesmo pelo projeto de iluminação das casas e apartamentos, especialmente nas salas e nos quartos. Nada de luzes brancas, por favor! Uma casa precisa de luzes amarelas, que relaxam e auxiliam na chegada do sono. Segundo o Dr. Belisário, a luz branca emite uma onda azul que actua directamente nas mitocondrias da nossa retina, inibindo a hormona do sono, a melatonina.
E é a mesma luz que sai dos aparelhos electrónicos. Celular e IPad antes de dormir, nas palavras do psiquiatra, é uma desgraça. Isso inclui também os pais. O whatsapp, que não pára de funcionar até mesmo de madrugada, é um grande vilão, despertando as pessoas. Ainda que você durma depois de ler uma mensagem, certamente você dormiria melhor se não tivesse lido. Acordar de madrugada e “dar uma checada” só prejudica o sono que deveria vir depois.

Dessa forma, se a criança vai para a cama às 22 hrs, 23 hrs, a hormona terá muito menos tempo de atuação, prejudicando o seu crescimento.
Observando imagens do cérebro de uma criança que dormiu cedo e de outra que dormiu tarde, antes de uma prova de matemática, percebe-se que na primeira há várias áreas destacadas em atividade, enquanto na outra, há só uma pequena parte. Possivelmente, aquela que dormiu mal vai-se lembrar menos do que estudou do que a outra criança.
Aqueles meninos e meninas que adquirirem um hábito de sono desde cedo, vão se tornar adultos com menos propensão de ter outras doenças, como o Alzheimer, que tem afetado um número cada vez maior de pessoas. Segundo o psiquiatra, apenas duas coisas realmente retardam essa doença: exercícios físicos e sono. Quanto mais, melhor.
Uma das boas coisas que os pais podem fazer pelos filhos é colocá-los para praticar desporto desde cedo. “Crianças que fazem exercício antes de dormir, dorme muito melhor”, afirma o psiquiatra.
Dr. Belisário também alerta sobre a quantidade de prescrição deritalina, e que isso está diretamente ligada à má qualidade de sono.
Os pais devem realmente pensar em estratégias para melhorar a qualidade do sono de toda a família. Trocar as lâmpadas, incentivar os desportos, assumir ainda mais a família como sua mais importante tarefa. Os pais trabalham como loucos e esquecem que não estão numa corrida, mas sim com uma missão: fazer de sua casa o melhor lugar para se viver.
Fazer da sua família um ninho de cuidado que permita que crianças felizes tornem-se adultos seguros, realizados e saudáveis – física e psicologicamente

10 razões por que os dispositivos eletrônicos portáteis deveriam ser banidos a crianças menores de 12 anos

A tecnologia veio trazer muitas coisas boas para as nossas vidas, mas o seu uso exagerado pode causar muitos problemas no desenvolvimento das crianças.



Há pouco mais de uma década, as crianças desejavam ter um boneco que representasse o seu herói favorito, ou brincar com kits de construção; hoje em dia, é mais fácil encontrar uma criança jogando com um computador ou tablet. Há pouco mais de uma década, poucas crianças tinham um celular pessoal, mas, hoje em dia, existem cada vez mais crianças com menos de 12 anos que têm um aparelho celular.
Os avanços tecnológicos trouxeram coisas maravilhosas, principalmente na sala de aula; no entanto, estudos sugerem que o uso exagerado de tecnologia, por parte de crianças com menos de 12 anos, é bastante prejudicial para o desenvolvimento delas.

1. Crescimento cerebral acelerado
O nosso cérebro está em constante mudança, mas o seu crescimento é bastante acelerado quando somos crianças, e se estabiliza no final da adolescência (21 anos de idade). O desenvolvimento do cérebro de uma criança é determinado pelos estímulos que recebe ou pela falta desses. Segundo Linda S. Pagani, doutora em psicologia da educação, a exposição exagerada a tecnologias, como celulares, tablets e até televisão, está associada a problemas cada vez maiores nas crianças de hoje – ao défice de atenção, a atrasos cognitivos, a uma aprendizagem difícil e a uma maior impulsividade.

2. Atraso no desenvolvimento físico
Segundo Cris Rowan, terapeuta ocupacional, grande parte da aprendizagem e desenvolvimento infantil é realizado através da observação e experimentação. Essa segunda parte requer movimento, contato físico com o ambiente. Todos nós lembramos de ver uma criança tentando caminhar pela primeira vez, ou quando corre, curiosa, atrás de um animal de estimação. Quando uma criança está brincando com um tablet, por exemplo, ela não está interagindo, não está se movendo. O seu desenvolvimento físico está restrito a um sedentarismo que nós, adultos, já somos alertados a evitar.

3. Obesidade
Os adultos são constantemente alertados para este problema, mas, infelizmente, é algo que está também aumentando nas crianças: o sedentarismo. O uso exagerado das tecnologias está diretamente ligado a uma diminuição do exercício físico que, nas crianças, é sinônimo de brincadeiras ao ar livre ou o simples correr dentro de casa, quando se está brincando. Segundo estudos realizados nos Estudos Unidos da América, citando Dr. Mark Tremblay, a obesidade em crianças é 30% mais elevada quando essas têm uma televisão, ou computador, no próprio quarto. É também de notar que, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, 30% das crianças obesas vão desenvolver diabetes, para não esquecer os riscos já conhecidos de AVC e de ataque cardíaco precoce.

4. Privação do sono
Segundo a fundação Kaiser, 60% dos pais não fazem uma supervisão cuidadosa sobre o uso das tecnologias por parte dos filhos, e 75% dessas crianças estão autorizadas a usar essas tecnologias, no quarto, antes de dormir. Estudos similares já foram realizados em adultos com problemas para adormecer, e é de notar que o uso de tecnologia, antes de dormir, é a causa. Segundo Hanna Fry, investigadora da Universidade de Londres (UCL), "a tecnologia também desempenha um papel nos hábitos de sono. A chamada 'luz azul' produzida por aparelhos como a televisão, o smartphone, o tablet e o computador prolonga a sensação de ser dia, e consequentemente o estado de alerta do cérebro, fazendo descer os níveis de melatonina. Portanto, se é quase impossível alterar o ciclo circadiano, pelo menos podemos não piorar a nossa situação, evitando o uso destes aparelhos ao serão. Um livro é uma boa alternativa." Um livro é, realmente, uma excelente alternativa, principalmente para as crianças.

5. Doença mental
A Universidade de Bristol realizou um estudo sobre a relação entre o uso excessivo de tecnologia por parte das crianças, e os resultados foram preocupantes. Existe, de fato, uma relação entre esse uso exagerado e o aumento de casos de depressão infantil, transtorno do apego, ansiedade, défice de atenção (ver ponto 1) e até autismo, transtorno bipolar e psicoses.

6. Agressividade
A televisão e os jogos de vídeo expõem as crianças, mesmo desde pequenas, à violência física e até sexual. Apesar de muitos desses conteúdos terem uma restrição quanto ao uso por menores, muitos pais ignoram esses avisos, e crianças são expostas a programas de televisão e a jogos violentos. Não devemos nos esquecer de que as crianças se desenvolvem principalmente através da observação e, quando elas passam muito tempo com esses conteúdos estão, também, aprendendo com eles.

7. Demência digital
Este ponto está ligado ao ponto 1 e 5. Estudos já mostraram que o uso exagerado de tecnologia está ligado a um aumento de casos de défice de atenção, mas também, a uma redução de concentração e na memória (Dr Christakis). Crianças que não conseguem se concentrar e prestar atenção também não conseguem aprender.

8. Dependência
Um dia, vi uma foto que ilustra esse problema: uma família, numa sala, em que os pais estavam no sofá vendo televisão, uma adolescente estava no celular enviando mensagens, e uma criança estava brincando com um tablet O aumento do uso da tecnologia está criando um afastamento entre pais e filhos. Segundo Cris Rowan, como as crianças não encontram conforto nos pais, vão apegar-se aos jogos e aparelhos digitais, o que pode causar dependência, o que se torna mais visível quando chegam à adolescência; hoje, há cada vez mais jovens incapazes de conseguir se separar dos jogos de vídeo ou das redes sociais sem mostrar sinais de depressão, irritabilidade e ansiedade.

9. Emissão de radiação
Todos os aparelhos elétricos emitem algum tipo de radiação. Apesar de essa radiação ser bastante reduzida, a constante exposição a ela, segundo a Organização Mundial de Saúde, pode ser classificada de possivelmente cancerígena. Os adultos têm uma maior resistência à radiação, mas uma criança, durante o seu desenvolvimento, é mais frágil e, mesmo que reduzida, a radiação recebida, desde a tenra idade, pode provocar danos que só serão notados no futuro.

10. "Insustentável"
É dessa forma que a terapeuta ocupacional Cris Rowan classifica a forma como as crianças são criadas e educadas com uma exposição exagerada às tecnologias. Segundo ele, "As crianças são o nosso futuro, mas não há futuro para crianças que fazem uso excessivo de tecnologia", principalmente quando observamos que esse uso exagerado traz mais problemas do que benefícios.
Encontrar um equilíbrio pode ser a resposta mais rápida, mas o equilíbrio pode não chegar. Um estudo realizado por Rowan concluiu que uma criança dos zero aos dois anos não deve estar exposta à tecnologia; entre os três e os cino anos apenas devem estar uma hora por dia, mas apenas televisão, subindo para duas horas até os 12 anos. Apenas quando atingem os 13 anos, a exposição pode ser alargada a outros aparelhos (como PC, tablet), mas apenas duas horas por dia, com um aconselhamento de apenas 30 minutos de vídeo e jogos por dia.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O cantinho do pensamento pode prejudicar meu filho?

por Silvia Varanda

O cantinho do pensamento pode prejudicar meu filho? - universodospequenos.com
Em um texto anterior, expliquei o passo a passo para se aplicar o “cantinho do pensamento”, e em outro, como realmente o utilizo dentro da minha realidade (pois falar é uma coisa e fazer é outra). Ao pesquisar sobre a maneira de aplicá-lo, li algumas matérias que falavam sobre os pontos negativos do cantinho, e queria debater sobre isso, lembrando que em tudo existem seus prós e contras. Vamos lá!

  1. A criança pode associar o ato de pensar como algo ruim.
    Normalmente as crianças não gostam muito de estudar, preferem brincar, e até porque, estudar é pensar, associar. Logo, porque não já começar incentivá-las desde pequenas a pensar? Existem várias formas de estimular o pensamento, até mesmo em brincadeiras, então não acho que fariam essa associação se o ato de pensar estiver ligada a outros momentos também.

  2. Os pais, ou quem esteja cuidando do pequeno, utilizam esse método para se livrar da situação “chata” e o deixa de castigo para poder descansar, o que faz diminuir o vínculo com ele.
    “Se livrar da criança”, não sei da onde que nos livramos dela, pois o tempo que ela fica no castigo não é suficiente para “nos livramos da situação” ou para descansar. Além do mais, não vejo dessa forma, se ela está sendo colocada no castigo é porque algo aconteceu, logo você está preocupado com a educação do seu filho. Depois do castigo temos a aproximação, o momento em que você conversa com ele, vê se ele realmente compreendeu o que aconteceu. Onde diminuímos o vínculo?

  3. Quando o coloca de castigo, você está querendo dizer que só gosta dele quando ele cumpre as condições dadas.
    TODOS OS HUMANOS ERRAM, crianças fazem parte disso, e os pais também; temos o direito de ficar chateados e, às vezes, desapontados por algo que não foi seguido conforme acordado, assim como elas também têm esse direito quando nós erramos. E ainda, o mundo em que vivemos está cheio de regras, de leis. Não podemos sair matando, assaltando, roubando, batendo nos outros; até no trabalho e nas escolas devemos seguir um protocolo, uma regra; então porque não ensiná-las desde pequenas como funciona o mundo? Para que não cresçam achando que podem fazer de tudo e quando quiserem, é importante ensinarmos que não é bem assim que acontece, até em casa se tem regra. Você está no momento de ENSINÁ-LO, a educação começa em casa.

  4. A criança não tem capacidade de reflexão sobre suas ações (alguns falaram que só a partir de 7 anos e outros a partir de 12). “Sobre o que ela iria refletir? Os brinquedos espalhados no chão, a fome que pode estar sentido, a mosca na parede?”.
    Acredito que ela não entenda as consequências de suas ações ainda, realmente é muito nova para conseguir compreender sobre ação e reação. No entanto, quando ela faz algo que não pode, fica de castigo; ao repetir o mesmo erro, fica de castigo novamente; e entra neste ciclo. Uma hora ela vai entender que, por exemplo, se ela bater, ela vai ficar de castigo. Já podemos explicar, com uma linguagem fácil, que “bater faz dodói, não pode”. Talvez não entenda que o outro sinta a dor, que é a consequência do seu ato, mas ela vai saber que não pode bater. E um dia, de tanto explicarmos, ela vai começar a compreender que o outro sente dor também. Aqui em casa as crianças entendem muito bem, e não possuem nem 7 ou 12 anos, são menores do que isso, e desde 2 aninhos, comecei a aplicar esse método.

  5. O comportamento da criança que é o problema, mas existem reais necessidades por trás desses comportamentos que você está ignorando. No lugar de mandar para o castigo, deve-se perguntar o que estão sentindo, descobrir o que está faltando na relação.
    Ou seja, “está ignorando a real necessidade escondida”: novamente, esse não é o único método para impor limites, é necessário ter uma boa relação com a criançaConversar, brincar, dar carinho, para a gente entendê-la bem, compreender sobre as suas necessidades, suas fraquezas e forças, seus medos, suas tristezas e alegrias. O cantinho não se aplica sozinho e, também, não é por qualquer motivo (por exemplo, você avisou que não pode sujar o chão e a criança acaba derrubando suco, não é necessário o castigo, basta ensiná-la a limpar). O cantinho é só um “exercício” para quando a criança passar do limite de malcriação, onde você vê que não é necessária aquela atitude, que está errada; ela precisa entender que às vezes tem que esperar e não adianta espernear, que não é o centro das atenções, que outras pessoas têm sentimentos.
“cantinho do pensamento” ou “cantinho da disciplina” SOZINHO não resolve tudo; e ao ler esses pontos negativos, o que me deu entender é que só está sendo considerada essa forma de disciplinar. Como já disso, vai além, é necessária uma rotina; um incentivo para fazer suas obrigações; passar tempo brincando, lendo e, principalmente, conversando com os pequenos; ajudá-los a conquistar novos desafios; elogiá-los de maneira correta, não debochar; dizer o quanto os amam todos os dias; dentre muitas outras atividades com eles.
Sendo feito tudo isso, acredito muito nesse método de disciplina, mas acredito porque eu mesma o aplico e deu e ainda dá certo dentro da minha casa. Elas não só obedecem, como compreendem os motivos, não me acham uma pessoa malvada, amam brincar comigo, assim como eu com eles, e me respeitam, o que é sensacional. Só vale lembrar que não sou especialista em nada, estou aprendendo como todos, mas sugiro a qualquer um esse cantinho, contanto que não deixem de lado outras formas de disciplinar.

Como aplicar o cantinho do pensamento?

por Silvia Varanda

Aplicando o cantinho do pensamento - universodospequenos.com
Quando temos nossos pequenos, uma questão difícil e de maior preocupação é como impor limites. Um dos meios que eu encontrei é o chamado “cantinho do pensamento” ou “cantinho da disciplina”, onde a criança fica um tempo refletindo no que fez de errado, para que, da próxima vez, pense e não cometa o mesmo erro.
Ele pode começar a ser aplicado com crianças a partir dos dois anos, mas antes de explicar como aplicar, gostaria de compartilhar que li muitos artigos com críticas negativas sobre esse método. Para mim, funciona muito bem, e em tudo temos prós e contras. No entanto, vale falar que o castigosozinho não será o suficiente para disciplinar os pequenos e que não são todos os casos em que se aplicam. O castigo deve estar aliado a outros meios para ajudá-los na educação, como, por exemplo, criar uma rotina, o que é fundamental, assim como é para os adultos; ter um incentivo para que eles concluam suas obrigações. Todo o conjunto é importante, até mesmo para as regras fazerem sentido e, assim, eles entenderem os seusdeveres dentro de casa, o que é certo e errado, o que pode ser feito ou não.

Preparação do cantinho do pensamento

Depois de terem criado uma rotina, para eles saberem as suasobrigações, começamos a montar as regras:
  1. Definir as regras básicas onde explicam o que podem e devem fazer ou não. Alguns exemplos:
    • Devem e podem: “fazer a tarefa”, “assistir a televisão”, “brincar”, “comer”, “escovar os dentes”.
    • Não podem: “brigar”, “chorar sem motivo”, “desobedecer”, “falar palavrão”, “morder”.

  2. Como são para as crianças, a melhor maneira de mostrá-las é visualmente, ou seja, colocar imagens de bonequinhos tomando as atitudes que podem e devem e que não podem. Uma dica: quando puder, colocar um contorno verde; quando não puder, colocar um contorno vermelho com uma faixa no meio de proibição (como em placas de trânsito).

  3. Com as regras em mãos, você se juntará a criança e, mostrando-as, explicará uma por uma, certificando-se que ele entendeu todas.

Aplicação do cantinho do pensamento

  1. As regras já foram passadas e explicadas. No momento em que uma delas é quebrada, você terá que se abaixar, olhar nos olhos da criança e avisar o que ela fez de errado, que ela “quebrou” certa regra, e que esta é a primeira advertência. Também vale a pena, mostrar a regra para que ela visualize o que foi quebrado.

  2. Se com a advertência, a criança voltou a cometer o mesmo erro, então é a hora que deve levá-la para o cantinho do pensamento e explicá-la o erro novamente para que ela possa fazer uma reflexão. Pode ser em um tapetinho ou uma cadeirinha. O tempo em que a criança deverá permanecer está relacionado com a idade dela, onde cada ano representa um minuto (por exemplo, cinco anos são cinco minutos).

  3. Ao ficar o tempo certo, você vai até a criança, fica na altura dela e pergunta o que ela fez de errado. Ela irá te responder e então deverá te pedir desculpas e dar um abraço. Depois, ela estará liberada do castigo.
As primeiras vezes serão difíceis de aplicar porque a criança não está acostumada com a técnica e, também, porque ela vai testar os seus limites. Ela, provavelmente, vai levantar, correr e fazer de tudo para sair do cantinho, mas você deve manter a calma, pegá-la e colocá-la novamente no lugar. Ela precisa entender que você está falando sério, então é importante continuar firme até que ela fique o tempo certo. Cada vez que ela sair, coloque-a novamente e recomece a contagem do tempo.
Na minha casa, além desses detalhes, no momento de retirar os pequenos, eu gosto de conversar com eles, explicar o porquê de tal ação não ser legal, tentar fazer com que ele se coloque no lugar do outro (por exemplo, bateu no amiguinho, pergunto o que ele sente e se gosta quando alguém bate nele, tento fazê-lo compreender que a dor que o outro sente é a mesma que ele sente quando apanha).
Sempre falo que são crianças muito legais, para certas atitudes, acho importante saberem que não são más por terem feito algo errado, pois estão aprendendo (sabe quando alguém fala “fulana parece maluca” e a pessoa já considera que foi chamada de maluca? Só porque agiu como uma em certo momento, não significa que é. Devemos deixar isso claro para as crianças, só porque teve uma atitude reprovada não significa que ela é má, chata, feia, burra). E, depois de conversar, nunca ficam de fora: o pedido de desculpas, um mega abraça e um mega beijo.